Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro Manifesta Preocupação com Representações em Desfile de Carnaval
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro emitiu um comunicado formal, expressando sua preocupação com a utilização de símbolos religiosos cristãos e da instituição familiar em manifestações culturais, especificamente em um desfile de carnaval.
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O documento foi divulgado após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, ocorrido na quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), que apresentou uma ala com críticas à “família conservadora”. A organização religiosa considera que certos elementos apresentados na manifestação foram ofensivos à fé católica.
O comunicado enfatiza que a fé continua sendo um componente essencial na vida social, mantendo-se viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade. A Arquidiocese ressalta que ataques ou desrespeito à fé podem afetar não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.
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A organização religiosa busca equilibrar a liberdade de expressão com o respeito aos valores religiosos.
Acadêmicos de Niterói e o Enredo Polêmico
A escola Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio, escolheu um enredo que celebrava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando a árvore nativa “mulungu” como símbolo de esperança. O mulungu, uma árvore encontrada na Caatinga e na Mata Atlântica, foi escolhido por sua representação de força e resiliência.
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A escolha do enredo gerou debates e críticas, com alguns considerando-o uma provocação à direita.
Reações e Controvérsias
O desfile da Acadêmicos de Niterói provocou diversas reações e críticas. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL, manifestou sua discordância. Senadores como Carlos Viana (União Brasil-PR) e Simone Inochi (Republicanos-DF) também expressaram opiniões divergentes.
O padre Kelmon, figura conhecida por suas posições conservadoras, e o ex-deputado Alexandro Andrade (PL-SP) também se manifestaram. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também se pronunciou sobre o assunto.
Ações Judiciais e Investigações
Diversas ações judiciais foram movidas em relação ao desfile. O partido Novo entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar o repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo para a Acadêmicos de Niterói.
A área técnica do TCU, sob o comando de Aroldo Cedraz, negou o pedido de suspensão do repasse. A Republicanos-DF e o União Brasil-SP também entraram com ações contra o presidente da agremiação, buscando impedir o desfile.
