Argentina e Estados Unidos Assinam Acordo de Comércio e Investimento
O governo argentino formalizou nesta quinta-feira, 5, um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos. A assinatura ocorreu em Washington, durante compromissos oficiais do chanceler argentino, Pablo Quirno. O acordo, resultado de meses de negociações, visa facilitar o intercâmbio econômico entre os dois países, buscando reduzir tarifas e barreiras regulatórias para impulsionar investimentos e aprofundar a integração comercial em setores estratégicos.
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O chanceler argentino, Pablo Quirno, comemorou a assinatura, afirmando: “Acabamos de sair da firma del Acuerdo de Comercio e Inversión Recíproco entre Argentina y Estados Unidos. Felicitaciones a nuestro equipo y gracias al equipo del por construir juntos este gran acuerdo.
La Argentina será próspera!”
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A assinatura do acordo segue um marco inicial anunciado pela Casa Branca em novembro do ano passado. Esse documento preliminar já delineava diretrizes sobre tarifas, eliminação de barreiras não tarifárias, normas técnicas, avaliação de conformidade, propriedade intelectual, acesso a mercados agrícolas, temas trabalhistas, meio ambiente, segurança econômica, subsídios, empresas estatais e comércio digital.
O anúncio da formalização do acordo ocorreu após uma reunião entre Quirno e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Os detalhes finais do acordo ainda não foram divulgados, mas o jornal argentino Clarín aponta que o acordo prevê a eliminação ou redução de tarifas e entraves regulatórios, com o objetivo de facilitar o comércio e estimular investimentos bilaterais.
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Entre os pontos-chave do acordo, está a autorização da entrada de gado vivo e aves provenientes dos Estados Unidos, com a simplificação de exigências sanitárias. Além disso, as partes buscam ampliar o acesso bilateral ao mercado de carne bovina.
O tratado também visa estimular investimentos em recursos naturais, considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e industrial.
Na área digital, o acordo estabelece que a Argentina reconhecerá os Estados Unidos como jurisdição adequada para a transferência internacional de dados e “evitará discriminação contra serviços digitais americanos”. As partes também concordaram em proibir importações produzidas com trabalho forçado e em reforçar compromissos relacionados à propriedade intelectual, incluindo o fortalecimento da proteção de patentes, especialmente no setor farmacêutico, e o combate à falsificação de produtos.
