Árbitro somali Artan é excluído da Copa do Mundo 2026 por EUA

Árbitro somali Artan é impedido de participar da Copa do Mundo 2026, em caso de impacto nas medidas de segurança nacional dos EUA

20/06/2026 17:30

2 min

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Árbitro Somali Excluído da Copa do Mundo 2026 Após Negativa de Entrada nos EUA

Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali selecionado entre os 52 responsáveis pela Copa do Mundo de 2026, foi impedido de participar do evento após a recusa de entrada nos Estados Unidos pelas autoridades americanas. A decisão impede sua participação nos treinamentos e na competição, que começa nesta quinta-feira, 11.

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Fifa e Autoridades Americanas Confirmam Decisão

A Fifa confirmou a informação na segunda-feira, 8, através de nota oficial. Segundo a entidade, a concessão de vistos e autorizações de entrada é uma prerrogativa exclusiva do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, sem expectativa de mudança na situação do árbitro.

Artan, de 34 anos, seria o primeiro somali a arbitrar uma Copa do Mundo.

Status Fifa e Reconhecimento Africano

Artan possui status Fifa desde 2018 e foi eleito melhor árbitro africano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). A agência de proteção de fronteiras dos Estados Unidos (CBP) informou que Artan desembarcou em Miami na última sexta-feira, vindo de Istambul, e foi submetido a uma inspeção adicional.

Após a análise, o árbitro foi considerado inadmissível devido à verificação de antecedentes e teve a entrada negada.

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Somália e Riscos de Segurança Nacional

A Somália está entre os países afetados por medidas de segurança nacional endurecidas pela Casa Branca nos últimos meses. A Fifa lamenta a situação, mas afirma não ter poder sobre a decisão, ressaltando que não participa dos processos migratórios dos países-sede.

Artan Mantém Foco na Carreira

Apesar da exclusão do Mundial, Artan afirmou que segue concentrado na carreira. “Apesar das circunstâncias, estou de bom humor e concentrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro”, disse em comunicado enviado à AFP. Ele agradeceu o apoio recebido da Fifa, da CAF e da comunidade do futebol, além de desejar sucesso aos colegas escalados para a competição.

Reação do Governo Somali

A decisão gerou reação do governo somali. Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes do país, afirmou que Artan possuía visto válido e classificou a medida como prejudicial aos valores do esporte. “Omar Abdulkadir Artan figura entre os árbitros mais respeitados da África.

Negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar uma Copa do Mundo prejudica não apenas sua pessoa, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, declarou.

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