Araras-Canindé Retornam ao Parque Nacional da Tijuca: Projeto Refauna Faz Retorno Histórico

Araras-canindé retornam ao Parque Nacional da Tijuca após 200 anos! Projeto Refauna reintroduz aves no Rio de Janeiro. Veja!

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(Imagem de reprodução da internet).

Araras-Canindé Retornam ao Parque Nacional da Tijuca

Após mais de 200 anos de ausência, as araras-canindé estão de volta ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A reintrodução, coordenada pelo Projeto Refauna e pela administração do parque, começou nesta semana, com as primeiras aves sendo avistadas explorando a floresta e áreas próximas ao Alto da Boa Vista.

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O projeto de conservação, liderado pelo Projeto Refauna, visa recuperar espécies extintas localmente no parque. A iniciativa se concentra na reintrodução das araras-canindé, uma espécie que desapareceu da capital fluminense há mais de dois séculos.

Segundo o Projeto Refauna, a ausência da espécie se deve principalmente à caça e à perda de seu habitat natural. O último registro confirmado de uma arara-canindé viva foi em 1818, proveniente de uma captura realizada por Johann Natterer.

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“A Mata Atlântica sofreu perdas significativas de espécies ao longo dos séculos. Muitas áreas florestais se tornaram silenciosas e vazias. Ao reintroduzir animais como as araras, estamos restaurando funções ecológicas e a biodiversidade, além de trazer de volta sons e promovendo a regeneração da natureza”, declarou Marcelo Rheingantz, Biólogo da UFRJ.

As instituições responsáveis enfatizam a importância da colaboração da população local. A participação da comunidade que vive, frequenta ou reside nas proximidades do parque é crucial para garantir a segurança das araras e evitar interferências que possam comprometer o processo de reintrodução.

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Em caso de avistamento, a orientação é comunicar imediatamente o Projeto Refauna, fornecendo informações detalhadas sobre o local, data e horário, além de fotos ou vídeos, se disponíveis. Em situações de risco, como animais feridos ou presos, a recomendação é acionar a Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros e a Linha Verde, que recebe denúncias de forma anônima.

As instituições reforçam que é fundamental não alimentar, tocar ou tentar atrair as araras, pois a alimentação humana e a aproximação podem prejudicar a adaptação das aves ao ambiente natural e colocá-las em risco.

A população também pode contribuir registrando os avistamentos por meio do aplicativo SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz. A ferramenta é gratuita e permite o envio de registros mesmo sem conexão com a internet.

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