Apple lidera quedas em Wall Street com expectativa de juros

Apple intensifica desvalorização em Wall Street com temor por aumento de juros em 2026.

26/06/2026 22:44

2 min

Logo da Nasdaq em Nova York em 17 de abril de 2026
Logo da Nasdaq em Nova York em 17 de abril de 2026

Wall Street operava sem uma direção clara nesta quinta – feira (25), com a volatilidade impulsionada por dados macroeconômicos e desempenho variável das grandes empresas de tecnologia.

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Apesar das expectativas positivas em relação a empresas como Micron e Qualcomm, que impulsionaram o setor de semicondutores, as ações de gigantes da tecnologia, conhecidas como “big techs”, apresentavam quedas significativas, refletindo o nervosismo em torno dos gastos de empresas de tecnologia em grande escala e a expectativa de um aumento nas taxas de juros.

Desempenho dos Índices Acionários

Por volta das 11h 45, horário de Brasília, o Dow Jones Industrial Average registrava um aumento de 1,31%, atingindo os 52.529 pontos. Em contrapartida, o Nasdaq Composite cedia 0,52%, fechando em 25.343 pontos, enquanto o SP 500 avançava 0,32%, situando – se em 7.382 pontos.

A Apple liderava as quedas, com uma desvalorização superior a 4%, enquanto a Nvidia e a Microsoft apresentavam perdas de mais de 2%. A Alphabet registrava uma queda de aproximadamente 0,90%.

Em um contraste marcante, a Micron disparava mais de 11%, ultrapassando momentaneamente a Meta e a Tesla em valor de mercado. A Qualcomm subia mais de 3%, impulsionada pela demanda robusta por infraestrutura de inteligência artificial.

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Outras empresas de chips de memória também apresentavam ganhos significativos: a Sandisk saltava quase 13%, enquanto a Western Digital e a Seagate Technology subiam 3% e 2%, respectivamente.

Dados Macroeconômicos e Mercados de Commodities

No âmbito macroeconômico, o índice de preços ao consumidor (PCE), que mede a inflação, apresentou uma alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados. Essa leitura se alinhou às expectativas do mercado.

Adicionalmente, a divulgação final do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre revelou um crescimento econômico de 2,1%, superando a estimativa preliminar de 1,6%.

Nos mercados de commodities, o petróleo WTI, referência americana para o contrato de agosto, subia 0,58%, atingindo US 70,75 o barril. O petróleo Brent, referência global para o contrato de setembro, ganhava 0,58%, a US 74,30 o barril.

Fatores de Influência

O desempenho do mercado acionário foi influenciado, em parte, pelo nervosismo em torno dos gastos de hyperscalers e pelas expectativas de um aumento nas taxas de juros. A demanda robusta por infraestrutura de IA, impulsionada por empresas como Micron e Qualcomm, contribuiu para o bom desempenho dessas ações.

A incerteza em relação à política monetária dos bancos centrais também exerceu pressão sobre os mercados, com investidores aguardando novos sinais sobre o futuro das taxas de juros.

Com informações da Reuters.

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