Opinião Brasileira Sobre a Petrobras em Evolução
Uma pesquisa recente da PoderData, conduzida entre 24 e 26 de janeiro de 2026, revelou um cenário complexo em relação à privatização da Petrobras. Os resultados indicam que 58% dos brasileiros se opõem à venda da estatal, um aumento de 4 pontos percentuais em comparação com os 54% que se manifestavam contrários à desestatização em janeiro de 2025.
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Aumento do Apoio à Manutenção do Controle Estatal
O grupo que se declara favorável à manutenção do controle da empresa pelo governo alcançou 28%, um leve declínio de 1 ponto percentual em relação aos 29% registrados há um ano. Essa tendência reflete o crescente apoio à permanência do Estado como principal acionista da Petrobras.
Diferenças Demográficas e Econômicas
A pesquisa também identificou diferenças significativas entre os grupos. Moradores da região Nordeste são os que mais defendem a manutenção do controle estatal, com 65% das intenções. Já entre os que possuem renda superior a cinco salários mínimos, o apoio à privatização é mais expressivo, atingindo 35%.
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Comparativo entre Lulistas e Bolsonaristas
A pesquisa revelou uma divisão clara entre os eleitores do PT e do PL. Entre os lulistas, 68% defendem que o Estado “continue dono” da empresa, enquanto apenas 13% apoiam a venda. Em contrapartida, entre os bolsonaristas, 47% defendem a privatização, enquanto 42% preferem que o Estado mantenha o controle.
Impacto da Queda no Preço da Gasolina
O aumento do apoio à Petrobras coincide com a queda no preço da gasolina vendida para as distribuidoras, que diminuiu em R$ 0,44 entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O preço médio do combustível na Petrobras passou a ser de R$ 2,57 por litro.
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Metodologia da Pesquisa PoderData
A pesquisa foi realizada pela PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. A amostra foi coletada por meio de ligações telefônicas (fixas e celulares) utilizando o sistema URA. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos ou mais em 111 municípios das 27 unidades da federação.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.
