Apoio à Privatização de Estatais atinge recorde nos brasileiros em 2026

Pesquisa PoderData aponta 54% de apoio à venda de estatais no Brasil. Dados revelam mudança na percepção pública e divergências políticas.

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(Imagem de reprodução da internet).

Apoio à Venda de Empresas Estatais Atinge Nível Recorde

Uma pesquisa PoderData, realizada entre 24 e 26 de janeiro de 2026, revelou que 54% dos brasileiros expressam apoio à venda total ou parcial de empresas estatais. Este é o maior percentual já registrado pela empresa desde o início da pesquisa. O resultado representa um aumento de 6 pontos percentuais em relação a um ano anterior, quando a taxa era de 50%, data da posse do então presidente.

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Essa nova tendência reflete uma mudança na percepção pública em relação ao papel do Estado na economia.

Estratificação Demográfica dos Opiniantes

A análise dos dados por recortes demográficos revela nuances importantes. O apoio à venda parcial é mais elevado na região Sul, atingindo 39%, e entre brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos (45%). Já o apoio à venda total é mais forte na região Norte (26%) e entre pessoas com renda acima de dois salários mínimos (23%).

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Por outro lado, a oposição à venda de empresas estatais é mais comum na região Nordeste (50%) e entre brasileiros com renda de até dois salários mínimos (46%).

Análise Comparativa entre Grupos Políticos

A pesquisa também investigou a relação entre a opinião sobre a venda de estatais e a orientação política dos entrevistados. Entre os eleitores do atual presidente, a maioria (51%) defende que o Estado deve continuar detendo o controle das empresas.

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Em contraste, entre os eleitores do ex-presidente (PL), 73% apoiam alguma forma de privatização – incluindo a venda de parte ou de todas as estatais – e apenas 24% defendem que o Estado mantenha o controle.

Tendências e Implicações

O resultado da pesquisa indica uma mudança significativa no cenário político e econômico brasileiro. A crescente aceitação da venda de empresas estatais pode ser interpretada como um sinal de desgaste do governo atual e um possível desalinhamento entre a agenda histórica do lulismo e o humor do eleitorado.

Essa tendência levanta questões sobre o futuro da política econômica do país, especialmente em um ano eleitoral.

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