A semana recente em São Paulo foi marcada por um impasse entre a prefeitura e a concessionária Enel em relação à responsabilidade pelo apagão que afetou 1,3 milhão de moradores. A disputa girava em torno da manutenção de árvores e da capacidade de resposta da Enel diante de eventos climáticos intensos.
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A prefeitura acusava a concessionária de falhas na manutenção da fiação e na dificuldade de acesso dos técnicos, enquanto a Enel questionava a prefeitura sobre o número de equipes disponíveis para restabelecer o fornecimento de energia.
Impactos e Consequências
O apagão teve impactos significativos em diversos setores. Além da falta de energia, a Sabesp enfrentou dificuldades na bombeamento da água, e serviços de streaming e telefonia também foram afetados. O trânsito se tornou ainda mais caótico devido ao funcionamento irregular dos semáforos, causando prejuízos ao comércio e a empresas.
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Necessidade de Melhorias e Preparação
A situação expõe a necessidade de melhorias na gestão dos serviços públicos e na preparação para eventos climáticos cada vez mais intensos. É crucial que gestores públicos e privados considerem as mudanças climáticas como prioridade, implementando medidas de prevenção e garantindo capacidade de reação rápida.
A comunicação transparente com os consumidores, através de previsões de restabelecimento da energia, é fundamental, mas a falta de confirmação agrava a situação.
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Desafios na Gestão de Concessões e Investimentos
A disputa entre a prefeitura e a Enel também revela desafios na gestão de concessões. A renovação da concessão, que vencerá em 2028, é um ponto de atenção, com a concessionária buscando um prazo de 30 anos. A falta de investimentos e a resistência em enterrar fios são obstáculos que precisam ser superados.
A tarifa de energia residencial, que impactou o IPCA, e a questão das bandeiras, demonstram a complexidade do sistema energético.
Conclusão: Adaptação e Responsabilidade Compartilhada
Diante da crescente intensidade dos eventos climáticos, é imperativo que haja uma abordagem de responsabilidade compartilhada entre o poder público, as concessionárias e a população. A adaptação às novas realidades climáticas exige investimentos, melhorias na gestão e, acima de tudo, uma mudança de mentalidade, reconhecendo que a prevenção e a preparação são tão importantes quanto a resposta a crises.
