Retatrutida: Substância em Estudo para Obesidade Suspeita de Venda Irregular
A retatrutida é uma substância que tem sido estudada como possível tratamento para a obesidade, mas ainda não recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada ou comercializada no Brasil. Nos últimos dias, a agência ordenou a apreensão de produtos que continham a substância, após identificar vendas irregulares e sem registro sanitário.
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O que é a Retatrutida?
A retatrutida é apresentada em formato de caneta injetável. Essa substância atua como um triplo agonista hormonal, o que significa que imita a ação de três hormônios diferentes: o GLP-1, o GIP e o glucagon. Esses hormônios estão envolvidos no controle da saciedade e do metabolismo.
Acredita-se que essa combinação de ações pode torná-la mais eficaz do que medicamentos já existentes, como a tirzepatida, a semaglutida e a liraglutida, que atuam por meio de menos vias hormonais.
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Por que a Retatrutida Não Está Autorizada?
Segundo especialistas, a retatrutida ainda está em fase de testes clínicos em humanos. O processo de avaliação de segurança e eficácia é longo e rigoroso, envolvendo comitês de ética e monitoramento constante dos participantes. Embora os resultados iniciais mostrem perda de peso significativa, a segurança a longo prazo ainda precisa ser confirmada.
Para que a substância receba autorização de órgãos regulatórios, como a Anvisa ou o FDA, é necessário completar a fase 3 dos estudos.
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Riscos do Uso de Produtos Não Autorizados
A Anvisa alerta que produtos irregulares representam riscos significativos à saúde. A falta de garantia de qualidade, pureza e dosagem correta é uma preocupação central. Medicamentos aprovados passam por testes com milhares de voluntários, permitindo identificar efeitos colaterais e estabelecer protocolos de uso seguros.
Versões manipuladas ou de origem desconhecida podem conter impurezas, variações na composição e falhas no armazenamento, como transporte sem controle de temperatura. Médicos enfatizam a importância de ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, mas ressaltam que a democratização não deve ocorrer à custa da exposição a riscos evitáveis.
A orientação da Anvisa é que pacientes e profissionais de saúde interrompam o uso imediato desses produtos irregulares e relatem o caso aos canais oficiais da agência ou às vigilâncias sanitárias locais.
