ANTT e AGU preparam recurso contra pedágio em Rondônia! Justiça suspendeu cobranças e agora a Advocacia-Geral da União entra na batalha. Saiba mais!
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentará um recurso contra a decisão da Justiça Federal que determinou a suspensão da cobrança de pedágio na rodovia em Rondônia, após considerar falhas na execução do contrato de concessão.
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“Estamos com grande confiança de que essa decisão será revista nas instâncias superiores. A AGU já está preparando o recurso e, nos próximos dias, haverá uma revisão para demonstrar que o processo da ANTT é rigoroso e correto”, declarou o diretor em entrevista ao Poder360.
A decisão judicial apontou que o contrato previa que a rodovia só poderia ser onerada após a conclusão de obras de recuperação do pavimento, sinalização e medidas de segurança, com um prazo estimado entre 12 e 24 meses. No entanto, a concessionária alegou ter cumprido essas obrigações em apenas dois meses, sem comprovação técnica suficiente.
A decisão também destacou diversas cláusulas contratuais descumpridas, incluindo a falta de garantia de segurança de tráfego antes do início da cobrança, um sistema “free flow” inadequado, sem estudos de infraestrutura e sem meios de pagamento alternativos que não exigissem a parada do veículo, e a não observância de um prazo mínimo de três meses para o início da operação.
Um ponto crucial levantado foi a implantação antecipada do sistema “free flow”, que deveria ser testada apenas anos após o início da concessão, mas já estava em operação em 2025. O diretor da ANTT argumentou que o argumento de antecipação da cobrança não se sustenta, pois a concessionária teria atestado o cumprimento de todas as obrigações contratuais e de investimento na região.
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A concessionária Nova 364, responsável pela gestão da rodovia e pela implementação dos pedágios, afirmou ter investido mais de R$ 360 milhões em obras de manutenção, segurança e serviços operacionais, mantendo diálogo com entidades representativas, e respeitará a decisão judicial enquanto analisa medidas legais cabíveis.
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