Um novo dossiê divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) em 2025 apresenta dados alarmantes sobre Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) motivados por transfobia. O relatório revela que 80 pessoas transexuais foram vítimas de homicídios com essa motivação.
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Perfil das Vítimas em 2025
O estudo aponta que a maioria das vítimas são travestis e/ou mulheres transexuais negras ou pardas, com idades entre 18 e 29 anos. Dentro desse grupo, os casos envolvendo travestis representaram quase o total de mortes intencionais, totalizando 77 ocorrências.
Três casos foram registrados contra homens trans e pessoas transmasculinas.
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Relação Gênero e Transfobia
A ANTRA destaca que a predominância de casos contra mulheres trans está relacionada à violência de gênero, que se manifesta também contra mulheres cisgênero. O dossiê cita que “a própria escolha da vítima (feminina) é expressa pelas vítimas”.
A análise dos assassinatos por gênero não incluiu, em sua maioria, pessoas não binárias.
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Raça e Cor das Vítimas
Em relação à raça/cor, o dossiê identificou que 57 pessoas autodeclaradas como vítimas, representavam 70% (40) negras ou pardas. Esse dado se mantém como uma média desde 2017, refletindo a realidade de assassinatos de pessoas trans negras.
Faixa Etária das Vítimas
De acordo com o relatório, a maioria das vítimas de homicídio tinham entre 18 e 29 anos. Não houve registros de mortes para pessoas com mais de 60 anos. Duas vítimas eram menores de idade, com a mais jovem registrada em 2021, aos 13 anos.
Incidência por Estado em 2025
Os estados com maior número de ocorrências de CVLIs motivados por transfobia em 2025 foram Ceará e Minas Gerais, ambos com 8 mortes cada. Bahia e Pernambuco registraram 7 mortes cada. Goiás e Maranhão apresentaram 5 mortes cada, enquanto Paraíba, Paraná e Rio Grande do Norte registraram 4 mortes cada.
São Paulo também teve 4 mortes.
Localização dos Crimes em 2025
Os assassinatos ocorreram principalmente em locais públicos de cidades do interior (67,5%). O Brasil continua liderando o ranking de violência contra a população trans desde quase duas décadas.
