Antony Blinken lidera delegação EUA na Suíça para discutir futuro das negociações sobre guerra no Leste Europeu. Reunião com Ucrânia e parceiros europeus.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, liderou uma delegação dos EUA para a Suíça neste domingo (23). A missão diplomática visava discutir o futuro das negociações sobre a guerra no Leste Europeu, com foco no novo plano de paz proposto pela Casa Branca para encerrar o conflito com a Rússia.
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A equipe de Washington incluía o secretário do Exército, Dan Driscoll, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente.
A equipe de Blinken se reuniu com uma comitiva ucraniana, liderada por Andrii Yermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky. O encontro em Genebra também contou com a presença de representantes de alto escalão das potências europeias, incluindo conselheiros de segurança nacional do grupo E3 (Alemanha, França e Reino Unido), além de emissários da União Europeia representando a Comissão e o Conselho Europeu.
O foco central das conversas era um documento de 28 pontos elaborado pela administração norte-americana. O plano tem gerado forte controvérsia internacional devido a cláusulas consideradas favoráveis ao Kremlin. Entre as medidas mais polêmicas estão a exigência de que a Ucrânia ceda porções significativas de seu território ocupado pela Rússia e a imposição de limites ao tamanho das Forças Armadas ucranianas.
O governo de Kiev se encontra em uma posição delicada, com o presidente Zelensky reiterando que o país enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história, diante do dilema de escolher entre a preservação de sua soberania total ou a manutenção do apoio vital dos Estados Unidos.
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A recepção ao plano no continente europeu foi de cautela e crítica. Alice Rufo, ministra delegada do Ministério da Defesa da França, expressou preocupação com as restrições ao exército ucraniano, classificando-as como uma limitação inaceitável da soberania do país.
A União Europeia adotou um tom diplomático, mas firme, reconhecendo que o projeto contém elementos importantes para iniciar um diálogo, servindo como base para “trabalho adicional”, mas reafirmando o princípio internacional de que fronteiras não podem ser alteradas pelo uso da força.
Do lado americano, o presidente Donald Trump sinalizou alguma flexibilidade, buscando alcançar a paz e acabar com um conflito que, segundo ele, nunca deveria ter começado. No entanto, ele declarou que o atual texto não representa sua “oferta final” e que o objetivo é “alcançar a paz”.
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