Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, expressa confiança no julgamento dos mandantes de Marielle Franco. Julgamento ocorrerá no STF em fevereiro.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), expressou confiança em relação ao julgamento dos mandantes do crime em que Marielle Franco foi assassinada. Em entrevista ao Poder360, realizada nesta quinta-feira (29.jan.2026), a ministra destacou que o caso representa “uma das exceções” no Brasil, devido à progressão alcançada na busca por justiça.
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A sessão do julgamento, que ocorrerá nos dias 24 e 25 de fevereiro, será conduzida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso. Cinco réus serão julgados: os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, apontados como mandantes; o delegado Rivaldo Barbosa, acusado de ser mentor intelectual; e Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, acusados de dar apoio logístico.
Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram vítimas do crime ocorrido em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, os executores do crime, foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente.
“Foi uma luta incansável demais nessa busca por justiça, pela memória, pelo legado da Mari. Quanto mais a gente conseguiu expandir isso, mais resposta nós tivemos”, declarou Anielle Franco.
A ministra ressaltou a raridade de alcançar um julgamento por júri popular no país. O Instituto Marielle Franco, liderado por Luyara Franco, filha de Marielle, junto com Marinete da Silva e Antonio Francisco, pais da vereadora, acionou a ONU e a CIDH para acompanhar o julgamento.
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Anielle Franco enfatizou que o caso expõe a violência política contra mulheres e a fragilidade da segurança pública no Brasil. “Esse é um caso que demonstra que a gente precisa muito avançar nas proteções de mulheres que chegam em cargos de poder”, afirmou.
A ministra também mencionou a inexistência de um projeto específico no Ministério da Igualdade Racial para programas de proteção a lideranças negras, citando o Ministério dos Direitos Humanos como possuidor de um programa para defensores de direitos humanos, reconhecendo a necessidade de ampliar a proteção.
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