A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), manifestou interesse em concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Essa declaração foi feita em entrevista ao Poder360, em 29 de janeiro de 2026. A ministra ressaltou que aguarda a definição do presidente Lula sobre a possibilidade de assumir essa função.
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Até o momento, não houve uma conversa formal entre os dois sobre a candidatura.
Outros Ministros Petistas Candidatos
Anielle Franco se junta a outros ministros do governo petista que também planejam deixar suas pastas para disputar as eleições. Os ministérios da Fazenda (Agricultura), Relações Institucionais e Casa Civil já anunciaram suas intenções de concorrer.
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A expectativa no Planalto é que os secretários-executivos assumam as responsabilidades das pastas.
Prioridades e Palanque de Lula no Rio
A ministra enfatizou a importância de manter o legado do Ministério da Igualdade Racial, recriado no atual governo após ter sido transformado em secretaria na gestão anterior. No entanto, ainda não há um nome definido para a sucessão. Anielle acompanhou as discussões sobre a composição do palanque de Lula no Rio de Janeiro, priorizando a reeleição do presidente.
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A definição do palanque no estado tem apresentado desafios, com divergências internas no PT sobre alianças.
Relações e Pautas Inegociáveis
Anielle Franco descreveu sua relação com o prefeito Eduardo Paes (PSD), apelidado de “Dudu”, e com o governador (PL), embora tenha admitido poucas interações com ele. A ministra também mencionou a importância de manter um diálogo com o deputado Hélio Lopes (Republicanos-RJ), mesmo com visões políticas diferentes, especialmente em relação às cotas raciais nas universidades e no serviço público.
Ela listou pautas consideradas inegociáveis, incluindo o programa Juventude Negra Viva, a defesa de pessoas faveladas, periféricas e quilombolas, a manutenção do legado de Marielle Franco, sua irmã assassinada em 2018, e as cotas raciais.
Conclusão
Anielle Franco defendeu uma política menos polarizada e mais focada na construção coletiva, criticando o que ela chamou de “lacração”. A ministra ressaltou a importância de manter um diálogo aberto com representantes de diferentes espectros políticos, buscando construir pontes e garantir que as pautas de igualdade racial permaneçam prioritárias, independentemente da configuração do palanque de Lula nas eleições de 2026.
