Ângela Diniz: Assassinada e Condenada – Uma Análise Histórica
A nova série, lançada em novembro de 2023, “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, mergulha em um dos casos mais emblemáticos do Brasil. A produção detalha a trajetória de Ângela Diniz, socialite carioca assassinada em 1976 por seu companheiro, Doca Street.
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A série explora o contexto social da época, evidenciando as desigualdades de gênero que influenciaram o julgamento e a repercussão do crime.
O Crime e o Primeiro Julgamento
O assassinato ocorreu em 30 de dezembro de 1976, na casa de praia de Ângela em Búzios (RJ). Doca Street, em uma discussão, disparou contra a companheira. O caso gerou grande impacto nacional, com o julgamento inicial apresentando uma reviravolta. O réu alegou ter agido em defesa de sua honra, e o júri decidiu pela aplicação de apenas dois anos de prisão.
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Revisão do Julgamento e Impacto Social
A pena considerada branda provocou indignação popular, impulsionando movimentos feministas. Em 1981, um novo julgamento resultou em uma sentença mais severa de 15 anos para Doca Street. O caso se tornou um marco na discussão sobre violência de gênero e a busca por igualdade perante a lei.
Decisão do STF e Reflexões Atuais
Em 2023, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a tese de “legítima defesa da honra”. A série, portanto, não apenas reconstitui um crime, mas também propõe uma reflexão sobre a sociedade brasileira e como ela lida com mulheres que desafiam padrões estabelecidos.
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Os dois primeiros episódios da produção estão disponíveis na HBO Max, com os capítulos seguintes sendo lançados semanalmente. A série conta com um elenco de peso, incluindo nomes como Antônio Fagundes e Thiago Lacerda, e a direção de Andrucha Waddington, com roteiro de Elena Soárez.
