Anfavea alerta para perda de R$ 103 bilhões com fim de cotas de importação de veículos elétricos e híbridos. Debate sobre renovação das cotas ganha força no Brasil
A discussão sobre o futuro da importação de veículos híbridos, elétricos e veículos com kits parcialmente desmontados (SKD e CKD) no Brasil ganhou força com a possível renovação das cotas de importação, atualmente estabelecidas até 31 de janeiro de 2026.
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A Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços define que, caso não haja renovação, o mercado automotivo brasileiro enfrentaria uma perda estimada em R$ 103 bilhões, cenário considerado “extremo” pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A medida tem gerado preocupações entre os fabricantes e associações do setor.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, defende que o encerramento das cotas é uma decisão “prudente” para garantir a previsibilidade e a continuidade dos investimentos produtivos no país. Ele argumenta que a renovação poderia levar à desindustrialização e deteriorar as condições do setor, além de desestimular a industrialização do Brasil.
Calvet ressalta a importância de valorizar os investimentos realizados pelas empresas, incluindo as novas que chegam com projetos industriais completos. A Anfavea estima que a falta de renovação resultaria em um empobrecimento da base industrial brasileira.
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A previsão da Anfavea se baseia na “virada de chave” total do setor em caso de renovação da isenção. As montadoras com contratos firmados no Brasil precisam optar por rescindí-los. A situação ocorre em um contexto de discussão sobre a retomada gradual do imposto de importação, que voltará a ser de 35% sobre veículos SKD a partir de julho de 2026, após estar em 28% para essa categoria.
Para veículos CKD, a tarifa está em 14% e deve chegar em 35% em janeiro de 2027. Inicialmente, o pedido das montadoras era que a taxa de 35% voltasse integralmente apenas em julho de 2028, mas após pressão de entidades que representam montadoras tradicionais, o cronograma foi alterado.
A discussão sobre a renovação das cotas ocorre em paralelo à retomada gradual do imposto de importação, que voltará a ser de 35% sobre veículos SKD a partir de julho de 2026, após estar em 28% para essa categoria. Para veículos CKD, a tarifa está em 14% e deve chegar em 35% em janeiro de 2027.
Inicialmente, o pedido das montadoras era que a taxa de 35% voltasse integralmente apenas em julho de 2028, mas após pressão de entidades que representam montadoras tradicionais, o cronograma foi alterado.
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