Aneel mantém bandeira tarifária amarela devido à seca e El Niño

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta – feira, 29 de maio de 2026, que a bandeira tarifária de junho permanecerá em nível amarelo. A medida significa que os consumidores continuarão a pagar um valor adicional nas contas de luz, marcando o segundo mês consecutivo com essa cobrança.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entre janeiro e abril de 2026, a bandeiratarifária manteve o tom verde, sem custos adicionais para os consumidores.
A bandeira tarifária amarela, que atualmente representa um custo extra de R 1,88 por cada 100 kWh consumidos, foi definida devido à deterioração das condições de geração de energia elétrica, impulsionada pelo período de seca que afeta o Brasil.
A menor incidência de chuvas tem levado a uma redução na produção de energia hidrelétrica e, consequentemente, a um aumento na utilização de usinas termelétricas, que possuem um custo de geração mais elevado.
Sistema de Bandeiras Tarifárias
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias avalia mensalmente as condições de geração de energia em todo o país. A bandeira verde indica condições favoráveis, sem cobranças adicionais. A bandeira amarela sinaliza condições menos favoráveis, com um acréscimo de R 1,885 por cada 100 kWh consumidos.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A bandeira vermelha (patamar 1) representa custos ainda mais elevados, com um acréscimo de R 4,463 por cada 100 kWh consumidos, enquanto a bandeira vermelha (patamar 2) indica o cenário mais caro, com um acréscimo de R 7,877 por cada 100 kWh consumidos.
El Niño e Impactos na Geração de Energia
Adicionalmente, a situação se agrava com a previsão de formação do fenômeno El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima uma probabilidade de 82% para a formação do El Niño entre maio e julho de 2026, com uma chance de 37% de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
O El Niño altera os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil, podendo intensificar a seca no Norte e Nordeste, ao mesmo tempo em que provoca chuvas mais fortes no Sul. A magnitude do fenômeno pode impactar os reservatórios hidrelétricos e, consequentemente, pressionar o custo de geração de energia nos próximos meses.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


