André Ventura lidera projeções e desafios no primeiro turno presidencial em Portugal

André Ventura, líder do Chega, é favorito no 1º turno presencial. Projeções indicam derrota no 2º turno de 8 de fevereiro, com disputa entre Ventura e Marcelo Rebelo de Sousa

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(Imagem de reprodução da internet).

André Ventura, líder do partido Chega, é considerado o principal favorito para o primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorreram no domingo (18). Apesar disso, as projeções indicam que ele dificilmente vencerá no segundo turno, que acontecerá em 8 de fevereiro.

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A disputa para o segundo turno provavelmente envolverá o atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e outros candidatos.

Candidatos em Destaque

Pesquisas apontam para uma possível disputa entre Ventura e António José Seguro, do Partido Socialista. Outro nome com chances é Luís Marques Mendes, que conta com o apoio do governo de direita liderado por Luís Montenegro. Além desses, outros candidatos, como o almirante da reserva Henrique Gouveia e Melo, conhecido por sua atuação na campanha de vacinação contra a Covid-19, e o eurodeputado João Cotrim Figueiredo, também estão na disputa.

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Ascensão do Chega

O partido Chega, liderado por Ventura, obteve um desempenho expressivo nas eleições legislativas de maio passado, alcançando 22,8% dos votos e 60 deputados. Essa performance consolidou a ascensão do partido na política portuguesa. O poder do chefe de Estado em Portugal é, em grande parte, simbólico, mas ele pode atuar como mediador em momentos de crise e tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar novas eleições legislativas.

Desafios para o Governo

O fortalecimento da extrema direita em Portugal pode complicar ainda mais a situação do governo minoritário de Luís Montenegro, que depende do apoio do Chega para aprovar parte de seu programa. O primeiro-ministro reconheceu que a eleição está “aberta”, com a disputa entre diversos candidatos.

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Comparação com Eleições Francesas

O especialista António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais, comparou a situação com as eleições presidenciais francesas de 2002, quando Jean-Marie Le Pen chegou ao segundo turno. Ele ressaltou que, embora a ascensão da extrema direita seja um fator relevante, a situação atual não é tão surpreendente devido ao fenômeno global que impulsiona esse movimento.

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