O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seja transportado para Brasília em aeronave da Polícia Federal. A decisão visa garantir que Vorcaro possa prestar depoimento presencial na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que está investigando o caso.
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A medida libera o uso da estrutura da Polícia Federal para assegurar o comparecimento do investigado, que atualmente cumpre prisão domiciliar em São Paulo. O ministro manteve a proibição do uso de aeronaves particulares para o deslocamento até a capital federal.
Detalhes da Autorização
A decisão da CAE, que busca entender o papel do Banco Master em uma possível fraude bilionária no Sistema Financeiro Nacional, impulsionou uma discussão entre os senadores e o ministro Mendonça. A expectativa é que o depoimento de Vorcaro forneça informações cruciais para a investigação.
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Para garantir o transporte seguro e eficiente, a Polícia Federal ou um voo comercial regular, com acompanhamento policial constante, serão utilizados. O uso de jatinhos privados foi explicitamente proibido.
Contexto da Investigação
O caso envolvendo o Banco Master surgiu após a operação Compliance Zero, realizada em 18 de novembro de 2025. A investigação, conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), apura supostas fraudes que poderiam ter causado prejuízos de até R$ 12 bilhões ao sistema financeiro nacional.
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O MPF acredita que o esquema envolvia a emissão de títulos de alto rendimento, como CDBs, para financiar fundos onde o próprio banco era o único investidor, o que teria inflado artificialmente os resultados. O caso está em análise no Supremo Tribunal Federal.
Posicionamentos Políticos
O presidente da CAE, o senador MDB-AL, ressaltou a importância do depoimento de Vorcaro. “Ele quer vir. Vamos assegurar as condições logísticas para que isso ocorra”, declarou na terça-feira (24 de fevereiro). O posicionamento reflete a relevância que a comissão atribui à participação do empresário.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia defendido a competência da CAE para ouvir Vorcaro, argumentando que a Lei Complementar 105 de 2001 garante ao colegiado o poder de requisitar informações, inclusive sigilosas, sobre o sistema financeiro. “Nossa competência é fiscalizar o sistema financeiro. É o foro mais adequado para essa discussão”, afirmou.
O caso está em andamento no Supremo, com André Mendonça como relator, após a mudança de ministro Dias Toffoli em fevereiro de 2026. O depoimento de Vorcaro é visto como estratégico para os trabalhos da CAE e dos senadores.
