Advocacia Busca Revogar Prisão de Empresário no Caso Sisamnes
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará na próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, um recurso apresentado pela defesa de Anderson, empresário preso no inquérito que investiga um esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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A expectativa é de que o julgamento, realizado virtualmente, se estenda até o dia 13 de fevereiro, às 23h59.
Os advogados de Anderson pedem a revogação da prisão preventiva, alegando que o cliente se encontra recluso em uma unidade de segurança adaptada no Distrito Federal e enfrenta problemas de saúde. A solicitação surge após o pedido anterior, apresentado em 12 de novembro de 2025, ter sido negado pelo ministro Cristiano Zanin, relator dos processos relacionados à Operação Sisamnes.
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Segundo a Polícia Federal, Anderson desempenhou um papel na negociação com assessores de ministros do STF. A defesa do empresário argumenta que as investigações até o momento não comprovam a participação direta de indivíduos com foro privilegiado no esquema.
Os advogados também sustentam que as apurações da PF se concentram em uma fraude para antecipar o acesso a decisões, e não em uma compra direta de decisões.
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A Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024, investiga um suposto esquema de venda e antecipação ilegal de decisões judiciais no STJ, fora dos canais formais do tribunal. A suspeita é de uso indevido de informações sigilosas para beneficiar interesses privados.
O caso tramita no STF devido à suspeita de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.
A defesa de Anderson alega que o empresário é vítima de um “lawfare”, uma manipulação de procedimentos legais com o objetivo de prejudicá-lo. Os advogados também apontam que o vazamento de informações contribuiu para o agravamento do quadro de saúde do investigado.
