Anatel desativa orelhões em todo o Brasil após revisão do modelo de concessão. Mais de 38 mil aparelhos serão removidos, mantendo cerca de 9 mil ativos até 2028
A partir de janeiro, o Brasil iniciará a remoção de grande parte de seus telefones públicos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que, após o término do contrato de concessão com as operadoras (Algar, Claro, Oi e Telefônica), mais de 38 mil aparelhos serão desativados em diversas cidades do país.
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A Anatel está avaliando a criação de um plano para a retirada dos terminais, permitindo que a população solicite a remoção dos orelhões nas centrais das empresas.
A desativação não terá um prazo definido, mas estima-se que o Brasil mantenha cerca de 9 mil orelhões. A Anatel esclareceu que os aparelhos permanecerão ativos apenas em municípios sem cobertura de rede celular até dezembro de 2028. Essa mudança ocorreu devido à revisão do modelo de concessão, que não obriga mais as empresas a manter os orelhões.
As operadoras agora devem investir em infraestrutura de telecomunicações, incluindo a implantação de fibra óptica e antenas 4G em áreas sem cobertura. Além disso, deverão expandir redes de telefonia celular, instalar cabos submarinos e fluviais, e garantir conectividade em escolas públicas.
A Anatel também pretende construir data centers.
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Criados em 1971, os orelhões brasileiros se destacaram por seu design, desenvolvido pela arquiteta Chu Ming Silveira, que visava garantir a qualidade do som. Essa iniciativa representou uma inovação no cenário brasileiro da telefonia.
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