Amazon demite 16 mil! Tecnologia em crise? Gigantes do setor enfrentam demissões em massa. A IA muda o futuro do trabalho? Descubra os motivos por trás da crise no setor de tecnologia
O setor de tecnologia tem sido marcado por demissões em massa, com a recente decisão da Amazon de cortar 16.000 empregos sendo a mais recente ocorrência. Essa tendência não é nova, tendo raízes em decisões estratégicas de reestruturação que sempre acompanharam a chegada de novas tecnologias.
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Gigantes da tecnologia frequentemente prosperam ou enfrentam dificuldades com base em suas escolhas de se reestruturar, muitas vezes resultando na perda de dezenas de milhares de empregos.
As décadas de 1990 e 2000 testemunharam ondas de demissões em empresas como IBM, Hewlett Packard e Microsoft, impulsionadas pela ascensão de computadores pessoais, dispositivos móveis e a computação em nuvem. Essas mudanças forçaram as empresas a se adaptarem a novos modelos de negócios e mercados, resultando em cortes de pessoal significativos.
A recente onda de demissões é, em parte, uma consequência da crescente preocupação com o impacto da inteligência artificial (IA) no futuro do trabalho. Empresas como Microsoft, Meta e Verizon também implementaram cortes de pessoal no ano passado, refletindo a percepção de que a IA pode automatizar tarefas e alterar a demanda por habilidades específicas.
Beth Galetti, vice-presidente sênior de experiência de pessoas e tecnologia da Amazon, destacou que a empresa busca “menos camadas” para aumentar a agilidade.
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Empresas como a Amazon e a Cisco estão redirecionando seus recursos para áreas como dados, automação e análise, em resposta ao crescimento da IA e à mudança nas prioridades do mercado. A Cisco, por exemplo, reduziu sua dependência de equipamentos de hardware de rede para investir em cibersegurança e tecnologias de data center.
Essas mudanças estratégicas, embora necessárias, frequentemente levam a demissões.
É importante notar que as demissões não são apenas resultado da IA. Fatores como contratações em excesso, o estado da economia e mudanças na estratégia corporativa também desempenham um papel. A Amazon, apesar de sua posição dominante no comércio digital e na infraestrutura em nuvem, está buscando se adaptar às novas demandas do mercado e garantir sua relevância a longo prazo.
A liderança da Amazon, como observou Rob Siegel, professor de gestão na Stanford Graduate School of Business, está buscando fazer as mudanças necessárias “porque vemos para onde a tecnologia está indo e vemos para onde o mercado está indo”. Essa abordagem proativa, embora possa resultar em demissões temporárias, é vista como essencial para garantir a sustentabilidade e o sucesso da empresa no futuro.
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