Alumínio: Um Pilar Essencial na Transição Energética
A corrida global pela transição energética tem colocado o alumínio no centro das atenções, impulsionado por seu papel fundamental em setores cruciais como transporte, geração e transmissão de energia, além da construção civil. O metal se destaca por atributos técnicos que reduzem emissões de carbono, incluindo leveza, durabilidade, condutividade elétrica e a capacidade de ser reciclado repetidamente sem perda de suas propriedades originais.
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Estudos, como o “Coalizão Minerais Essenciais”, liderado pelo CEBDS, revelam um aumento de 2,2 vezes na projeção de demanda global por bauxita, o minério do qual o alumínio é extraído, para aplicações relacionadas à transição energética, entre 2024 e 2050.
Impacto na Indústria de Transportes
No setor de transportes, o alumínio contribui diretamente para a redução do peso dos veículos, o que melhora a eficiência energética, diminui o consumo de combustível e reduz as emissões de gases de efeito estufa. A menor densidade do alumínio também viabiliza o avanço da eletrificação dos veículos, já que o metal é amplamente utilizado em componentes estruturais, sistemas de proteção e caixas de baterias, aproveitando sua alta condutividade térmica para otimizar o resfriamento.
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Alumínio e a Infraestrutura Elétrica
Estudos do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) apontam que, entre 2024 e 2034, o alumínio será um material-chave na construção de torres e estruturas de transmissão de energia no Brasil, devido à sua leveza, resistência à corrosão e eficiência em aplicações elétricas.
Essa aplicação é crucial para a modernização da infraestrutura energética do país.
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Construção Civil e Sustentabilidade
Na construção civil, o alumínio contribui para a redução de custos de manutenção ao longo do tempo, melhora o desempenho térmico das edificações e permite aplicações versáteis em esquadrias, fachadas, portas e janelas. A utilização do metal promove a construção de edifícios mais eficientes e sustentáveis.
Produção de Alumínio de Baixo Carbono
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) é a única produtora integrada do metal no país, com atuação que abrange desde a mineração até a transformação e a reciclagem. A empresa opera com um índice de emissão de CO₂ equivalente de 2,87 toneladas por tonelada de alumínio líquido produzido na etapa de eletrólise, quase quatro vezes inferior à média mundial, conforme dados do International Aluminium Institute (IAI).
A CBA utiliza energia renovável (hidrelétricas e eólicas) para o processo produtivo e opera a Refinaria de Alumina, que utiliza biomassa em suas caldeiras, reduzindo ainda mais sua pegada de carbono.
Compromissos Climáticos e Inovação
A CBA estabeleceu a meta de reduzir suas emissões em 40% entre as etapas da mineração e da fundição do metal até 2030, e já registrou uma redução acumulada de 33% desde 2019, aderindo a compromissos internacionais de reporte e metas climáticas, como a Science Based Targets initiative (SBTi) e o Carbon Disclosure Project (CDP).
Além disso, a empresa implementa a Iniciativa Ação Climática, em parceria com o Instituto Votorantim e o Instituto Itaúsa, para fortalecer a gestão pública de municípios de pequeno e médio porte, enfrentando os impactos das mudanças climáticas.
Alumínio: Um Futuro Sustentável
A combinação de energia renovável, indústria instalada, mercado consumidor e reservas de bauxita no Brasil, juntamente com o compromisso da CBA com a sustentabilidade, posiciona o alumínio como um dos principais insumos da transição energética, impulsionando a competitividade econômica em um cenário global cada vez mais focado na agenda climática.
A inovação e a adaptação climática, aliadas à produção de alumínio de baixo carbono, garantem um futuro sustentável para o setor e para o país.
