Aline Gonçalves sofre com ameaças online após mal-entendido e vazamento de dados

Aline Bárbara Gonçalves, de São Paulo, enfrenta angústia com ameaças online ao filho de 15 anos. Vazamento de dados e postagens expõem adolescente a riscos. Justiça exige remoção de conteúdo

29/01/2026 19:19

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Aline Bárbara Gonçalves, residente no interior de São Paulo e mãe de um adolescente de 15 anos, enfrenta momentos de grande angústia devido a ameaças sofridas pelo filho nas redes sociais. A situação teve início após a divulgação de uma notícia falsa, ocorrida de forma irregular e sem responsabilidade.

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Segundo relatos, as ameaças começaram no último domingo, logo após o caso ganhar ampla repercussão online.

Detalhes da Ameaça e Vazamento

A mãe relata que a situação se intensificou com o vazamento de dados pessoais do adolescente, incluindo seu CPF, que passaram a circular em diversas plataformas online. “Meu filho não consegue mais sair de casa. Ele vive com medo, em pânico”, declarou Aline.

Confusão de Identidades

Aline esclareceu que a situação surgiu devido a uma confusão de nomes e sobrenomes entre o adolescente e um suspeito em outro caso, envolvendo a morte de um cão em Santa Catarina. A família enfatiza que o jovem não tem qualquer ligação com o crime e nunca esteve naquele estado.

Denúncia e Continuação da Exposição

A mãe formalizou uma denúncia à polícia, registrando um boletim de ocorrência que detalha as ameaças, o vazamento de dados e a associação indevida do nome do adolescente ao caso. Apesar da notificação às autoridades, a exposição continua sem cessar, com o conteúdo sendo amplamente divulgado nas redes sociais.

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Compartilhamento de Dados Sensíveis

Aline relata que fotos do adolescente e dados sensíveis, como seu CPF e um endereço antigo da família, ainda são compartilhados, aumentando a sensação de vulnerabilidade e medo. O vazamento do telefone pessoal também contribui para o clima de terror.

Decisão Judicial e Proteção de Menores

Em relação ao Caso Orelha, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp adotem medidas para inibir a divulgação de conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão ao animal.

A decisão, que se aplica à Meta e à Bytedance, exige a exclusão de postagens e comentários que permitam a identificação dos jovens.

A Justiça considera essencial a retirada do conteúdo, em consonância com as garantias constitucionais e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que asseguram proteção integral a menores de idade. O descumprimento da decisão pode gerar multas diárias.

Aline Bárbara Gonçalves é assistente de recursos humanos e reside no interior de São Paulo. Ela espera que o mal-entendido seja esclarecido e que a rotina do filho e da família possam retornar ao normal.

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