Aline Bárbara Gonçalves, de São Paulo, enfrenta angústia com ameaças online ao filho de 15 anos. Vazamento de dados e postagens expõem adolescente a riscos. Justiça exige remoção de conteúdo
Aline Bárbara Gonçalves, residente no interior de São Paulo e mãe de um adolescente de 15 anos, enfrenta momentos de grande angústia devido a ameaças sofridas pelo filho nas redes sociais. A situação teve início após a divulgação de uma notícia falsa, ocorrida de forma irregular e sem responsabilidade.
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Segundo relatos, as ameaças começaram no último domingo, logo após o caso ganhar ampla repercussão online.
A mãe relata que a situação se intensificou com o vazamento de dados pessoais do adolescente, incluindo seu CPF, que passaram a circular em diversas plataformas online. “Meu filho não consegue mais sair de casa. Ele vive com medo, em pânico”, declarou Aline.
Aline esclareceu que a situação surgiu devido a uma confusão de nomes e sobrenomes entre o adolescente e um suspeito em outro caso, envolvendo a morte de um cão em Santa Catarina. A família enfatiza que o jovem não tem qualquer ligação com o crime e nunca esteve naquele estado.
A mãe formalizou uma denúncia à polícia, registrando um boletim de ocorrência que detalha as ameaças, o vazamento de dados e a associação indevida do nome do adolescente ao caso. Apesar da notificação às autoridades, a exposição continua sem cessar, com o conteúdo sendo amplamente divulgado nas redes sociais.
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Aline relata que fotos do adolescente e dados sensíveis, como seu CPF e um endereço antigo da família, ainda são compartilhados, aumentando a sensação de vulnerabilidade e medo. O vazamento do telefone pessoal também contribui para o clima de terror.
Em relação ao Caso Orelha, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp adotem medidas para inibir a divulgação de conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão ao animal.
A decisão, que se aplica à Meta e à Bytedance, exige a exclusão de postagens e comentários que permitam a identificação dos jovens.
A Justiça considera essencial a retirada do conteúdo, em consonância com as garantias constitucionais e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que asseguram proteção integral a menores de idade. O descumprimento da decisão pode gerar multas diárias.
Aline Bárbara Gonçalves é assistente de recursos humanos e reside no interior de São Paulo. Ela espera que o mal-entendido seja esclarecido e que a rotina do filho e da família possam retornar ao normal.
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