Ali Khamenei culpa complô de EUA e Israel por mortes e destruição no Irã. Protestos em Teerã com “Morte à República Islâmica”.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou que “vários milhares” de pessoas perderam a vida nos recentes protestos que sacudiram o país. Em um discurso proferido em Teerã, em ocasião do aniversário da escolha de Maomé como profeta, Khamenei atribuiu a responsabilidade por essas mortes a “elementos ignorantes e desinformados”, liderados por agentes com intenções maliciosas e treinados.
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A agência de notícias “Tasnim” divulgou o encontro, onde o político detalhou as ações consideradas criminosas, incluindo a prisão e queima de jovens vivos em locais de culto, além do assassinato de indivíduos indefesos com armas provenientes de fora do país.
Khamenei também detalhou os danos significativos causados pelos protestos. Informou que 250 mesquitas, além de mais de 250 centros educacionais e científicos, foram destruídas. Adicionalmente, houve prejuízos em instalações do setor elétrico, bancos, complexos de saúde e lojas de produtos básicos.
O político enfatizou que esses atos foram resultado de um complô orquestrado.
O líder iraniano responsabilizou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas vítimas e pelos danos. Afirmou que o objetivo do complô é “devorar o Irã”. Khamenei mencionou a atuação pessoal de Trump, incluindo ameaças e o encorajamento aos manifestantes, além do envio de mensagens de apoio.
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Ele também apontou a participação de agentes selecionados pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, com o objetivo de provocar o país e influenciar outras pessoas.
Khamenei declarou que o Irã não buscará uma guerra, mas também não tolerará a impunidade dos criminosos envolvidos no complô. Enfatizou que os Estados Unidos devem prestar contas pelos atos cometidos. Os protestos, iniciados em 28 de dezembro com a greve de comerciantes em Teerã devido à desvalorização do rial, se espalharam por todo o país, com o grito de “Morte à República Islâmica” e “Morte a Khamenei”.
Os atos de vandalismo se intensificaram nos dias 8 e 9 de janeiro, com a destruição de 53 mesquitas e outros danos em todo o país, segundo o governo iraniano.
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