Algodão, Cacau e Café: O que os mercados de commodities revelam em 2026?

Mercados de Commodities: Algodão, Cacau, Café e Açúcar em Destaque em 2026
Os vencimentos futuros de algodão encerraram a sessão desta segunda-feira, dia 13, com avanços na Bolsa de Nova York. O contrato com entrega prevista para julho registrou um ganho expressivo de 1,73%, sendo negociado a US$ 76,63 por libra-peso.
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Segundo dados do Tranding View, os contratos futuros de algodão alcançaram o patamar mais alto desde maio de 2024. Esse movimento é atribuído, em parte, à alta dos preços do petróleo, o que eleva os custos de produção do poliéster e, consequentemente, aumenta a demanda por algodão.
Análise dos Mercados de Commodities
O mercado também está atento às condições climáticas nos Estados Unidos. O Barchart ressaltou que as preocupações com a região dos Estados Unidos permanecem em foco, especialmente nas áreas das Grandes Planícies ocidentais e sudoeste.
Algodão: Previsões de Produção Global
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), em seu relatório de oferta e demanda de abril, revisou a previsão de produção global de algodão para a temporada 2025/26. A estimativa foi elevada em 900 mil fardos.
Este aumento é impulsionado pelo crescimento da produção na China, Índia e Paquistão, embora o consumo também tenha sido projetado em alta, em 560 mil fardos.
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Cacau: Expectativas de Oferta e Demanda
Os contratos futuros de cacau finalizaram a sessão com valorização de 1,14% na Bolsa de Nova York, com o vencimento de julho cotado em US$ 3.365 por tonelada. O reporte da Tranding View indicou que os preços negociaram próximos às mínimas de junho de 2023.
Os fundamentos do mercado continuam sendo moldados pela expectativa de oferta abundante e demanda que se mantém moderada. Dados recentes apontaram para um nível recorde de 19 meses, atingindo 2.540.983 sacas em 10 de abril.
Café: Impactos Climáticos e Geopolíticos
Os preços futuros do café arábica também apresentaram leves ganhos na bolsa de Nova York, com o vencimento de julho avançando 0,12% e sendo precificado em US$ 2,962 por libra-peso. O Trading View observou negociações próximas às máximas da semana.
O mercado está sensível a fatores que podem reduzir a competitividade das exportações do país, limitando o fornecimento externo. Apesar disso, a expectativa de uma safra robusta no Brasil, maior produtor, continua monitorada.
Açúcar e Suco de Laranja em Perspectiva
Na Bolsa de Nova York, o vencimento do açúcar para julho registrou uma queda de 0,07%, sendo cotado em US$ 13,88 por libra-peso. A análise do Barchart sugere que os preços estão ligeiramente pressionados por uma expectativa de oferta global abundante.
As quedas foram contidas, no entanto, pelo aumento do petróleo bruto, que subiu mais de 6%. Isso pode incentivar as usinas globais a priorizarem o etanol em detrimento do açúcar, reduzindo a oferta.
Destaques Adicionais dos Mercados
Em relação ao suco de laranja, o contrato futuro para maio fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.950,00 por tonelada, apresentando uma leve retração de 0,99%.
Por fim, sobre o cacau, os agricultores da Costa do Marfim relataram que a safra intermediária, que ocorre de março a agosto de 2026, está em bom desenvolvimento, beneficiada por chuvas e sol em diversas regiões produtoras.
Conclusão do Dia de Negociação
Os participantes do mercado acompanham de perto os resultados econômicos globais, como os dados do primeiro trimestre, previstos para 16 de abril, que abrangem Europa, Ásia e América do Norte. Essas informações são cruciais para determinar o desempenho futuro dos preços das commodities.
Autor(a):
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