O senador responsável pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado (MDB-SE) utilizou suas redes sociais na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, para expressar sua preocupação com os suspeitos de envolvimento em vazamentos de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.
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A declaração foi feita com o objetivo de reforçar a importância de uma aplicação rigorosa da lei contra qualquer ilícito, sem distinções.
Medidas Cautelares e Investigações
A investigação, autorizada por Alexandre de Moraes, está integrada ao inquérito das chamadas “fake news” iniciado em 2019, que ainda tramita em sigilo. A medida visa apurar possíveis quebras de sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus parentes, levantadas em relação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e à Receita Federal. Como parte da investigação, foram determinadas medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico de alvos, afastamento de cargos públicos, cancelamento de passaportes e restrições à saída do país.
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Detalhes da Investigação e Possíveis Implicações
O Poder360 apurou que o ministro Alexandre de Moraes instaurou um inquérito para determinar quem acessou informações fiscais de magistrados e seus familiares, e quando esses acessos foram realizados. A investigação considera a possibilidade de perícias em computadores utilizados para consultar os dados, e até mesmo a quebra de sigilo telemático de autoridades, caso as respostas apresentadas sejam insuficientes.
Casos Específicos e Envolvimento de Autoridades
Em um dos casos investigados, a situação da ministra, mulher de Alexandre de Moraes, com o Banco Master, no valor de R$ 131,3 milhões em três anos, gerou questionamentos sobre a possível extração de informações financeiras do escritório a partir de bases acessíveis ao Coaf ou à Receita Federal. No caso do ministro Dias Toffoli, a investigação se concentra em operações financeiras familiares que, em regra, só podem ser acessadas por meio de quebra de sigilo pela Receita Federal ou pelo Coaf.
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O secretário do Fisco é Robinson Barreirinhas, subordinado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O Coaf é comandado por Ricardo Andrade Saadi, delegado da PF, e ligado administrativamente ao Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo.
