Acervo de Investigações no STF: O Papel do Ministro Alexandre de Moraes
Após três anos dos atos de 8 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes tem acumulado um extenso acervo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Um levantamento em 5 de janeiro de 2026 revelou que ele é relator de pelo menos 42,3% dos 579 inquéritos em aberto, concentrando mais de 245 processos investigatórios.
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O estudo, baseado em informações do portal, considerou que a grande maioria dos inquéritos tramita sob sigilo, excluindo-os do relatório. O sistema eletrônico de designação de relatores, com critérios aleatórios, é utilizado no STF, sendo que, quando um ministro é designado, os demais são automaticamente removidos do caso.
Investigações Relacionadas aos Atos de 8 de Janeiro e Fake News
Desde 2019, o ministro Moraes acumulou investigações ligadas a fake news e críticas ao STF, que ampliaram o acervo de processos e permitiram que ele fosse relator de todos os casos relacionados aos atos de 8 de janeiro. O inquérito, conhecido como “inquérito das Fake News”, foi aberto em março de 2019, após o ministro Dias Toffoli identificar “notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, difamandi e injuriandi, que atinjam a segurança do STF e membros”.
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Expansão das Investigações e Novas Ações
Com base nos inquéritos, o ministro Moraes assumiu, por prevenção, investigações relacionadas ao 8 de janeiro e ao inquérito da tentativa de golpe de Estado, que resultou na denúncia e condenação do ex-presidente (PL). Após a ADPF 635, também passaram a tramitar no gabinete do ministro investigações criminais sobre a inserção do crime organizado no governo do Rio de Janeiro.
Em 3 de dezembro de 2025, o ministro decretou a prisão do ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), por suspeita de atuar no vazamento de informações sigilosas referentes à operação Zargun, da Polícia Federal.
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Impacto Político e Desafios Legais
A atuação do STF, especialmente no inquérito conduzido por Alexandre de Moraes, tem gerado debates sobre o impacto político de investigações que envolvem a prisão de autoridades. A advogada criminalista Giselle Farinhas ressalta a importância de garantir o contraditório em todo o processo, evitando a criação de uma “bolha de proteção” aos políticos que agem sob o manto da ilegalidade.
A investigação da facção Comando Vermelho, com possível ligação ao poder, demonstra a complexidade das ações e a necessidade de medidas cautelares para garantir a ordem pública.
