O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu autorização para que Walter Delgatti Neto avance do regime fechado para o semiaberto. A decisão foi tomada na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, após o hacker cumprir mais de 20% da pena estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Aprovação Após Análise da Procuradoria
O benefício foi solicitado pela defesa de Delgatti, que apresentou evidências do cumprimento do tempo mínimo exigido. A Procuradoria Geral da República (PGR) já havia manifestado concordância com a progressão de regime em dezembro. A PGR ressaltou que o atestado de conduta carcerária da unidade prisional atesta o bom comportamento do reeducando.
Argumentos da Defesa e da Procuradoria
Os advogados de Delgatti argumentaram que o hacker demonstrou “ótimo comportamento” durante o período de reclusão, justificando a mudança para o regime semiaberto. A PGR também considerou atendidos os “requisitos objetivos e subjetivos” para a progressão de regime prisional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Contexto do Caso e Acusações
Em fevereiro de 2024, a Polícia Federal (PF) indiciou a ex-deputada (PL-SP) e o hacker. O objetivo das invasões seria inserir falsos alvarás de soltura e mandados de prisão contra Alexandre de Moraes, forjando sua assinatura. A congressista, segundo a defesa do hacker, teria recebido ou financiado as invasões, totalizando R$ 40.000.
Denúncias e Testemunhos
Em novembro de 2023, a defesa da deputada reforçou a acusação de mitomania (compulsão por mentir) de Walter Delgatti Neto. Em depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do 8 de Janeiro, o hacker declarou que o pedido de ataque ao site havia sido feito pela deputada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Ele também afirmou que o ex-presidente (PL) havia oferecido anistia caso cometesse algum ilícito.
Informações Adicionais e Processos Judiciais
Ariovaldo Moreira, advogado do hacker da Vaza Jato, afirmou que Delgatti forneceu detalhes da sala onde esteve, no Ministério da Defesa, para auxiliar na produção de um relatório sobre fragilidades nas urnas eletrônicas. Delgatti foi preso em maio de 2025.
Zambelli está sob investigação desde 29 de julho de 2025, após condenação pelo STF em dois processos distintos. O hacker também responde a outro processo na Justiça Federal em Brasília, no qual foi condenado a 20 anos de prisão por invadir sistemas de autoridades públicas ligadas à antiga operação Lava Jato.
Ele aguarda em liberdade o julgamento de recursos pendentes.
