Alerta Nutricional: Estudo prevê queda drástica na obesidade! 🚨 Uma pesquisa da Universidade de Liverpool aponta que alertas frontais em alimentos podem reduzir a obesidade em até 28% até 2043. Descubra como!
Em meio à correria do dia a dia, poucas pessoas dedicam tempo para analisar as informações nas embalagens de alimentos e bebidas. No entanto, esse pequeno momento pode ser crucial para a saúde, pois um aviso claro e visível sobre a alta concentração de substâncias como açúcar, gordura e sódio pode fazer toda a diferença.
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Uma pesquisa publicada em novembro de 2025 na revista científica, revelou que essa estratégia pode trazer benefícios significativos para a população. Através de simulações, cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, estimaram os impactos da obrigatoriedade de alertas frontais sobre o consumo energético, a presença de nutrientes críticos, a prevalência de obesidade e a mortalidade associada ao excesso de peso entre 2024 e 2043 no país.
Os pesquisadores consideraram dois modelos de rotulagem: o sistema de semáforo, que classifica os nutrientes com cores verde, amarela e vermelha, e o rótulo de advertência, que utiliza símbolos visuais, como lupas, para destacar quantidades exageradas de nutrientes.
Além disso, avaliaram um cenário de uso voluntário do selo de semáforo nutricional, que é a estratégia atualmente utilizada na Inglaterra.
Com as regras atuais, a prevalência de obesidade entre adultos ingleses de 30 a 89 anos pode chegar a 28% em 2043, com projeção de 16 milhões de mortes relacionadas à obesidade ou condições crônicas correlatas. No entanto, ao adotar o sistema de semáforo nutricional, observou-se uma redução de 2,3% na prevalência da condição em comparação ao cenário de referência.
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Quanto à mortalidade, o modelo projeta que cerca de 57 mil mortes relacionadas à obesidade seriam prevenidas ou postergadas entre 2024 e 2043.
Os efeitos positivos dos alertas nutricionais parecem ser ainda maiores quando os símbolos de advertência são adicionados às embalagens. A prevalência de obesidade apresentaria uma redução estimada de 4,4%, e a mortalidade, cerca de 110 mil mortes evitadas ou adiadas.
Essa mudança de comportamento se dá tanto nos consumidores quanto na indústria, que pode ser incentivada a reformular suas receitas.
“Os alertas representam um avanço importante, à medida que chamam a atenção imediata das pessoas, inclusive daquelas que não têm o hábito de ler as tabelas nutricionais, para o excesso de nutrientes críticos em um produto”, analisa o médico nutrólogo Rodrigo Costa Gonçalves, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. “Isso permite tomar decisões mais conscientes no momento da compra de alimentos.”
Em 2022, o Brasil tornou obrigatória a adoção dos rótulos de advertência no país. Desde então, alimentos e bebidas provenientes da indústria e da agricultura familiar passaram a apresentar, na parte superior e frontal da embalagem, símbolos de lupa que sinalizam a presença de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio em excesso.
“Antes, os rótulos exigiam um nível de letramento nutricional elevado. Hoje, com a disposição mais simples e visual da informação, ela funciona como um sinal de alerta rápido”, aponta Gonçalves. “Na prática clínica, percebo que parte dos pacientes passou a olhar mais para os rótulos depois da mudança.”
A medida foi pensada como uma solução ao cenário epidemiológico de obesidade e sobrepeso no Brasil. Em 2024, 62,6% da população adulta apresentava excesso de peso, uma incidência quase 20% maior do que em 2006. A obesidade, por sua vez, mais que dobrou no mesmo período, saltando de 11,8% para 25,7%.
Os dados são do e apontam uma tendência persistente, observada em todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e sexos.
“O excesso de peso está diretamente associado a maiores riscos de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, apneia do sono e doenças articulares ou hepáticas”, alerta o médico do Einstein Goiânia. “A condição também pode levar a prejuízos importantes na saúde mental e na qualidade de vida.”
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil, do Ministério da Saúde, determina como meta para 2030 manter a prevalência da obesidade abaixo dos 20,3% da população. Mas, para atingir esse índice, só as mudanças na rotulagem não bastam. “Sozinha, a rotulagem não educa, apenas informa.
A estratégia precisa ser acompanhada de orientação profissional e educação alimentar contínua para gerar mudanças consistentes de comportamento”, observa Gonçalves.
Isso inclui, por exemplo, promover educação nutricional desde a infância, garantir maior acesso a alimentos in natura e minimamente processados, desenvolver políticas públicas que desestimulem o consumo de ultraprocessados e incentivar a prática de atividade física.
Nesse processo, o papel dos profissionais de saúde é central. “Médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos precisam atuar de forma integrada, não apenas prescrevendo dietas, mas ajudando o paciente a entender o contexto, suas escolhas, dificuldades e motivações”, avalia o nutrólogo.
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