Crise Sanitária em Cuba Agrava-se com a Escassez de Petróleo
O ministro da Saúde de Cuba, José Ángel Portal Miranda, alertou na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, sobre o ponto de ruptura do sistema de saúde cubano, atribuindo a situação à severa crise energética que o país enfrenta. Portal expressou preocupação com as sanções impostas pelos Estados Unidos, que ele considera uma ameaça à “segurança humana básica”.
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A declaração ocorre em um momento crítico, marcado pela crescente instabilidade econômica do país.
Escassez de Combustível e Impacto nos Serviços de Saúde
A crise energética em Cuba tem gerado consequências alarmantes para o setor de saúde. Nas últimas semanas, a falta de suprimentos, incluindo combustível para ambulâncias, e apagões generalizados, que afetam os hospitais, atingiram níveis críticos.
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A interrupção de voos que transportam suprimentos vitais agrava ainda mais a situação.
Pacientes Crônicos em Risco
O ministro Portal destacou que cerca de 5 milhões de cubanos vivem com doenças crônicas. Essa população, que depende de medicamentos e tratamentos regulares, está particularmente vulnerável à crise. Um número significativo de pacientes, incluindo 16.000 que necessitam de radioterapia e 12.400 em quimioterapia, correm o risco de ter seus cuidados interrompidos.
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Medidas Restritivas e Apelo à Ajuda Internacional
Diante da escassez, o governo cubano implementou medidas restritivas, como a limitação de exames de alta tecnologia e o controle do gasto energético, forçando os médicos a recorrerem a métodos mais básicos. A situação tem gerado pedidos por apoio internacional.
No Brasil, a Petrobras foi considerada como possível fonte de ajuda emergencial, enquanto a Rússia também manifestou interesse em fornecer petróleo à ilha, buscando amenizar a crise energética.
