O nível de água nos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo está preocupante. Segundo dados de segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o “volume útil” atingiu 35,3%. Esse é um aumento de 2,0 pontos percentuais em relação à semana anterior, que registrava 33,3%.
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O pico de 36,6% foi alcançado em 31 de janeiro, impulsionado por chuvas recentes, mas o nível tem apresentado oscilações desde então.
Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e Plano de Contingência
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas, opera com 23,4% de “volume útil”. A situação crítica levou a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo a lançar um plano de contingência em 24 de outubro. A Sabesp, empresa privatizada em julho de 2024, está implementando a redução de pressão na rede de abastecimento, com a possibilidade de aumentar para 12 horas se o nível do SIM cair abaixo de 22,6%.
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Faixas de Contingência e Monitoramento
O “volume útil” é a diferença entre o volume total de água e o “volume morto”, que é a parte do reservatório abaixo do nível de captação. As faixas de contingência são ajustadas com base no comportamento do sistema. Atualmente, o SIM está na Faixa 3, que implica uma redução de pressão por 10 horas.
Para retornar a uma faixa menos restritiva, o nível precisa permanecer acima do limite por 14 dias. Se o nível se mantiver abaixo de 22,84%, a redução de pressão será de 14 horas.
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Critérios e Ações
A transição entre as faixas de contingência é determinada pelo tempo que o nível permanece abaixo do limite. A Faixa 1, a mais branda, envolve revisão de transposições de bacia e campanhas de uso consciente da água. A Faixa 2, com redução de pressão por 8 horas noturnas, e a Faixa 3, com redução de pressão por 10 horas, são ativadas quando o nível cai abaixo de 40,84% e 34,84%, respectivamente. As faixas mais severas, Faixas 4 a 7, incluem a redução de pressão por 12, 14 e 16 horas, e em casos extremos, o rodízio no abastecimento, com a instalação de bombas para captar o “volume morto” e a priorização de ligações emergenciais.
