Alerta Mansueto Almeida: Ajuste Fiscal Urgente no Brasil em 2026!

Alerta! Mansueto Almeida prevê ajuste fiscal urgente para o Brasil. Ex-secretário do Tesouro aponta cenário fiscal insustentável e defende controle de gastos, independentemente do resultado das eleições de 2026. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

O economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, em uma apresentação na CEO Conference Brazil 2026, em sua avaliação, o cenário fiscal do Brasil exige um ajuste significativo. A trajetória de crescimento dos gastos públicos federais nos últimos quatro anos, que ele estima ultrapassará os 20% em comparação com os 9% de 2014 a 2022, torna inevitável uma revisão das políticas fiscais.

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Almeida ressaltou que a estratégia atual, focada principalmente no aumento da arrecadação para compensar o aumento das despesas, não é sustentável a longo prazo.

Desafios Atuais e Taxas de Juros Elevadas

Almeida apontou que o Brasil enfrenta atualmente a maior taxa de juros real do mundo, em torno de 15% ao ano, e um déficit nominal médio de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), um número elevado mesmo considerando países com desequilíbrios fiscais crônicos como França, Inglaterra e EUA.

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Ele enfatizou que essa situação não representa um equilíbrio fiscal, mas sim uma condição insustentável.

O Papel do Controle de Gastos

O economista defende que, independentemente do resultado das eleições presidenciais de 2026, o próximo governo precisará priorizar o controle do crescimento das despesas públicas como estratégia central para o ajuste fiscal. Ele cita sua experiência como secretário do Tesouro entre 2016 e 2018, quando o crescimento real das despesas federais foi de apenas 2,1%, o que abriu espaço para a redução dos juros.

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Ciclo Virtuoso e Críticas ao Arcabouço Fiscal

Almeida descreve um “ciclo virtuoso doméstico” que se verificou quando o controle de gastos permitiu a queda da inflação, a redução das expectativas e, consequentemente, a queda da taxa Selic de 14,25% para 6,5% em dois anos. Ele também criticou o arcabouço fiscal atual, que, apesar de inicialmente ter recebido boa aceitação do mercado, perdeu credibilidade com o tempo devido à criação de programas fora da regra.

Fatores Externos e Perspectivas de Crescimento

O economista ressaltou que a melhora recente da inflação e a valorização do real não foram resultado de políticas internas, mas sim de fatores externos, como políticas erráticas nos EUA. Ele também destacou que o Brasil enfrenta desafios como um desemprego ainda elevado (12% no início de 2026) e um crescimento da força de trabalho de 0,8% ao ano, o que dificulta o crescimento econômico de 2% ao ano sem um ajuste fiscal.

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