Alerta Global: Novas Ameaças Virais em 2026
A recente confirmação de um caso raro de uma doença viral tem gerado preocupação em diversos países. Todas as 190 pessoas que tiveram contato direto com os infectados foram testadas e liberadas, mas a possibilidade de uma nova doença chamou a atenção da comunidade internacional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa não é a primeira vez que o vírus causa surtos, com relatos frequentes desde 2001, especialmente em Índia e Bangladesh.
A infectologista Priscilla Sawada, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, explica que o risco de uma pandemia desse vírus é baixo. “Trata-se de uma doença zoonótica, cuja principal fonte de infecção são os morcegos frutíferos do gênero Pteropus, espécies que não existem no Brasil, estando restritas a Ásia, Oceania e parte do leste da África”, afirma.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A alta letalidade do agente infeccioso – que varia de 40% a 75% – limita sua capacidade de disseminação sustentada. O contágio pode ocorrer através do consumo de frutas contaminadas por animais doentes ou pelo contato próximo com pessoas e animais infectados.
A ausência de vacina ou tratamento específico torna a doença ainda mais preocupante, pois causa febre, infecções respiratórias agudas e inflamações no cérebro. Um a cada cinco infectados pode apresentar sequelas neurológicas de longo prazo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Monitoramento Global e Novas Ameaças
Apesar das preocupações com o Nipah, os infectologistas estão atentos a outras doenças que podem causar surtos ou pandemias. Em 2026, o cenário global promete ser marcado pela circulação antecipada de vírus respiratórios humanos, como a variante do Influenza A conhecida como gripe K, e pela presença constante de vírus da gripe aviária, como os subtipos H5N1 e H5N5.
No Brasil, a atenção se volta à expansão de arboviroses e ao avanço da sífilis.
Arboviroses e Sífilis: Aumento de Casos
Desde 2023, a febre oropouche, transmitida pelo mosquito maruim, saiu da região amazônica e se espalhou pelo país, com dois registros de morte em 2024. A dengue, ainda que tradicionalmente grave, também apresenta um aumento de casos, especialmente no verão, quando a reprodução do mosquito Aedes aegypti é mais intensa.
A sífilis, uma doença bacteriana, tem apresentado um crescimento expressivo no Brasil e no mundo, com 256 mil registros em 2024, e dados preliminares indicam que em 2025 podem ter sido mais. A conscientização e a prevenção são as principais estratégias para controlar a doença.
Prevenção e Vigilância Contínua
A vacinação continua sendo uma ferramenta central de prevenção, embora o imunizante atual não seja adaptado para este subclado específico da gripe. O uso de medidas universais de higiene, como o uso de máscara e a higiene das mãos, também é fundamental.
A vigilância contínua de doenças virais, como a gripe aviária H5N1 e H5N5, e o monitoramento de arboviroses, são essenciais para identificar e controlar surtos e prevenir pandemias. A prevenção da sífilis, através da conscientização e do uso de preservativos, é também uma prioridade.
