Alerta do Cemaden: Brasil em Risco com “Desastre Térmico” e Ondas de Calor Recorde em 2026

Alerta vermelho! Brasil pode enfrentar o ano mais quente da história com El Niño. Previsão apocalíptica do Cemaden: calor extremo em 2026!

04/04/2026 17:14

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O Brasil enfrenta um cenário preocupante: o segundo semestre de 2026 promete ser ainda mais intenso em calor, impulsionado pela combinação do El Niño e das mudanças climáticas em curso. O alerta é do Cemaden, que descreve a situação como um “desastre térmico“, com o fenômeno do El Niño, que já tem 80% de chance de se estabelecer no Oceano Pacífico, agravando a situação.

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A previsão do climatologista José Marengo, um dos autores da nota técnica enviada pelo Cemaden à Casa Civil, é que 2026 possa superar os recordes de calor já registrados. Em fevereiro, o “desastre térmico” pode ter impactos sem precedentes na saúde pública e na economia.

Durante os dias de calor extremo, a população tende a aumentar o uso de ar-condicionado, o que eleva a conta de energia elétrica, podendo triplicar o valor em casos de uso prolongado.

No setor agrícola, o calor constante, somado a secas e chuvas irregulares, reduz a produtividade e pressiona os preços dos alimentos. Produtores rurais são os mais afetados, com impacto direto na inflação e no bolso do consumidor. O El Niño, que se manifesta como uma piscina de água quente do tamanho da Amazônia Legal, se propaga por correntes oceânicas e ventos, desencadeando desequilíbrios climáticos em todo o planeta.

No Brasil, já observamos ondas de calor mais frequentes e longas, além de secas no Norte e chuvas acima da média no Sul.

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A intensificação das mudanças climáticas, com menos vegetação para regular a temperatura devido ao desmatamento e a formação de ilhas de calor nas cidades, também contribuem para o agravamento do cenário. Marengo afirma que “vai acontecer, será muito quente e vamos sentir mais a partir de setembro”, embora reconheça que as previsões perdem precisão em períodos acima de dois meses.

Apesar disso, o cientista é categórico: as ondas de calor devem acontecer e podem bater recordes.

O Brasil já enfrenta um período histórico de ondas de calor, com dez em 2024, oito em 2023 e sete em 2025, mesmo sem os efeitos do El Niño. Com o fenômeno a caminho, a tendência é de agravamento, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Outro fator preocupante é a elevação das temperaturas mínimas, que não caem o suficiente à noite, acumulando estresse no corpo humano. Sem descanso térmico, a exposição prolongada à zona de conforto térmica, que gira em torno de 20°C, pode causar problemas de saúde.

Diante desse cenário, o Cemaden reforça a necessidade de preparação. Adaptar a infraestrutura, proteger populações vulneráveis e reduzir o desmatamento são urgências para 2026, ano em que o Brasil assume a presidência da COP30, que será realizada na Turquia em novembro.

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