A Alemanha manifestou seu apoio à aprovação do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 9. O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, destacou que a prioridade da Alemanha é fomentar novas parcerias comerciais, em contraste com a tendência de políticas comerciais mais restritivas observada em outros países.
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A aprovação do acordo, após negociações de mais de 25 anos, é vista como um sinal positivo. Informações sobre o acordo foram confirmadas pela revista EXAME, através de fontes governamentais brasileiras.
Declarações da Comissão Europeia
Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia, enfatizou a importância estratégica e diplomática do acordo para a União Europeia. Ele afirmou que o acordo é fundamental para o bloco, abrangendo aspectos econômicos, políticos e estratégicos.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem agendada uma visita a Assunção, no Paraguai, para assinar o acordo comercial na segunda-feira, 12.
Oposição no Parlamento Europeu
Apesar do avanço, o acordo enfrenta resistência no Parlamento Europeu. Cerca de 150 deputados, representando um total de 720, ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do tratado.
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Críticas do Setor Agropecuário
O setor agropecuário europeu expressa preocupações sobre o impacto da entrada de produtos do Mercosul, como carne, arroz, mel e soja, no mercado europeu. Os críticos temem que a maior competitividade dos produtos sul-americanos, devido a normas de produção menos rigorosas, possa afetar o mercado europeu.
Países como Espanha e Alemanha defendem o acordo, argumentando que ele diversificará as oportunidades comerciais da União Europeia, que enfrenta desafios da concorrência chinesa e da política tarifária dos Estados Unidos.
Projeções e Medidas de Mitigação
Estimativas da Comissão Europeia indicam que o acordo impulsionará o comércio com os países sul-americanos, com um crescimento projetado de 50%. O acordo prevê a redução de tarifas em produtos como vinhos e bebidas alcoólicas, chocolate e azeite.
Para acalmar os agricultores e pecuaristas, a Comissão Europeia implementou medidas, incluindo a abertura de investigações caso o preço de um produto do Mercosul seja inferior a 8% ao preço da UE, ou se o volume de importações aumentar em mais de 8%.
Além disso, o Executivo europeu se comprometeu a legislar sobre os resíduos de pesticidas nas importações, uma questão levantada pelos agricultores como indício de concorrência desleal.
A Comissão Europeia anunciou a proibição de três substâncias – tiofanato-metilo, carbendazima e benomilo – principalmente em frutas cítricas, mangas e papaias, e abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas e batatas, entre outros, não poderão entrar na França se contiverem cinco fungicidas e herbicidas proibidos na Europa.
