Aldo Rebelo enfrenta expulsão da Democracia Cristã por discordar de Joaquim Barbosa

O pré – candidato da Democracia Cristã (DC) à Presidência, Aldo Rebelo, enfrenta um processo de expulsão da sigla após discordar da escolha do ex – ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como candidato da legenda. A decisão, anunciada nesta quinta – feira (21.mai.2026), reacende debates sobre a condução da campanha eleitoral e a autonomia das diretorias partidárias.
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Desacordo e Abertura do Processo Disciplinar
A direção do partido Democracia Cristã (DC) iniciou um processo disciplinar com o objetivo de expulsar Rebelo, que manifestou sua discordância com a substituição por Barbosa na campanha eleitoral. O presidente nacional da legenda, João Caldas, foi o alvo da manifestação do pré – candidato.
O partido, em nota oficial, manifestou seu repúdio aos ataques à direção e ressaltou que as ações de Rebelo não estão alinhadas com os valores democráticos – cristãos. A sigla enfatizou a necessidade de respeito à estrutura partidária e à tomada de decisões coletivas.
Justificativas e Intransigência
A Democracia Cristã justificou a abertura do processo disciplinar após esgotar as tentativas de resolução amigável com Rebelo, classificando a postura do ex – ministro como intransigente. A direção nacional do partido formalizou a deliberação, detalhando os fatos e provas que motivaram a decisão.
O Poder360 buscou a declaração de Aldo Rebelo, que defendeu a ideia de que candidaturas são projetos coletivos e não de grupos específicos, criticando a escolha de Barbosa como uma afronta às suas convicções políticas. O pré – candidato expressou a intenção de buscar soluções judiciais caso encontre obstáculos à sua pré – candidatura.
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Joaquim Barbosa e o Contexto Político
Joaquim Barbosa, o novo pré – candidato escolhido pela Democracia Cristã, atuou como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2003 e 2014, aposentando – se dois anos e dois meses antes do limite constitucional. A escolha do ex – ministro para a disputa presidencial em 2018 também foi marcada por desistência.
Para que Barbosa concorra pelo DC, a legislação eleitoral exige que o candidato esteja filiado ao partido político por, no mínimo, seis meses antes da data da eleição.
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