Alckmin muda tom e vê chance no comércio com EUA! Presidente em exercício minimiza tarifas e defende “oportunidade” para o Brasil. Saiba mais!
Em evento realizado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (23), o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), adotou uma postura mais branda em relação às tarifas globais de 15% impostas pelos Estados Unidos.
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O chefe do executivo, em exercício, argumentou que o impasse representa uma “oportunidade” para a retomada de um comércio mais favorável com o país. “Essa decisão não tem problema. Abre uma avenida em termos de ter um melhor comércio com os Estados Unidos”, declarou Alckmin.
O presidente em exercício enfatizou que, apesar da complexidade da situação, a indústria brasileira pode se beneficiar da posição dos Estados Unidos como principal importador de produtos manufaturados. “Embora os Estados Unidos sejam nosso terceiro maior parceiro comercial em volume total, eles são o ‘primeiríssimo’ em produtos industriais, em manufatura”, afirmou o ministro.
Alckmin ressaltou que, enquanto a China concentra-se no comércio de commodities, os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado para a compra de máquinas, aeronaves e motores. A declaração ocorre em um momento de reavaliação das políticas comerciais internacionais, impulsionada por decisões recentes da administração Trump.
Em paralelo à declaração do presidente em exercício, foi formalizado um acordo entre o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e a Fiesp. Os Protocolos de Intenções visam fortalecer a proteção comercial do Brasil, especialmente diante do aumento de pedidos de investigação de dumping, que atingiram 94 em 2025.
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Uma das medidas anunciadas é o desenvolvimento de uma “calculadora de margem de dumping”, uma ferramenta que visa agilizar e aprimorar as investigações sobre práticas comerciais desleais. Além do combate ao dumping, os acordos também buscam simplificar a regulamentação e digitalizar serviços, visando enfrentar os desafios impostos pela complexidade burocrática e infraestruturas deficientes que, segundo estimativas, geram um prejuízo de R$ 1,7 trilhão à economia brasileira.
A iniciativa, liderada por Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior, e Pedro Ivo Sebba Ramalho, secretário de Competitividade, busca modernizar o sistema brasileiro e adaptá-lo às tensões comerciais globais e à reconfiguração das cadeias produtivas internacionais.
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