Em uma entrevista realizada nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre duas questões importantes: a tramitação de projetos de lei que tratam da quebra e da prorrogação de patentes, e a nova cota chinesa para a importação de carne brasileira.
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Alckmin ressaltou que o governo federal se opõe a mudanças nas regras de propriedade intelectual, argumentando que elas impactam diretamente o investimento, a inovação e a competitividade da indústria nacional. Ele enfatizou que a insegurança jurídica causada pela quebra de patentes desestimula o investimento, e que a previsibilidade é fundamental para o desenvolvimento de uma indústria mais inovadora, como a que o governo busca promover através da Nova Indústria Brasil (NIB).
O ministro também abordou a questão da cota chinesa para importação de carne, que foi recentemente estabelecida em cerca de 1,1 milhão de toneladas. O Brasil havia exportado quase 1,7 milhão de toneladas de carne para a China no ano anterior. Alckmin informou que foram apresentados dois pedidos ao vice-presidente chinês, Han Zheng, que preside a Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação).
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O primeiro pedido visa excluir da cota os embarques de carne já realizados antes de 1º de janeiro de 2026, e o segundo propõe que o volume de carne não utilizado por outros fornecedores seja destinado ao Brasil, dada a grande demanda por este produto.
Adicionalmente, o ministro destacou os avanços alcançados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), onde o tempo médio de análise de processos caiu de 6 anos e 2 meses (em janeiro de 2023) para 4 anos e 4 meses atualmente. A meta estabelecida é reduzir esse tempo para 2 anos, um padrão internacional, buscando otimizar o ambiente de negócios e atrair investimentos.
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