Alckmin defende tarifa de 15% imposta por Trump e vê benefícios para o Brasil. Ministro rebate Seção 301 e espera reunião com Trump em março de 2026.
O ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também presidente interino do PSB, Alckmin, manifestou seu apoio à tarifa global de 15% imposta pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em suas declarações, feitas neste domingo (22 de fevereiro de 2026) no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), Alckmin argumentou que a medida contribui para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
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O vice-presidente enfatizou que a decisão de Trump corrige uma distorção que historicamente prejudicava o Brasil, onde as taxas sobre produtos nacionais chegavam a 50%. Alckmin ressaltou que a alíquota de 15% representa um avanço, estabelecendo um padrão igual para todos os produtos.
Ele acredita que a nova tarifa impulsionará as exportações brasileiras para os Estados Unidos, abrindo caminho para o crescimento do mercado e a geração de empregos e renda no país.
Alckmin comparou a tarifa de 15% com a média de entrada de produtos americanos no Brasil, que é de 2,7%. Ele também mencionou a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que questiona práticas brasileiras relacionadas ao Pix e ao comércio informal na Avenida 25 de Março, em São Paulo.
O ministro expressou otimismo quanto à resolução da investigação, destacando que o Pix é um exemplo de medida benéfica e segura para a população.
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Alckmin reiterou que a negociação com os Estados Unidos continua, e que o diálogo entre os líderes dos dois países é fundamental. Ele afirmou que a medida imposta por Trump “abriu a avenida” para o comércio exterior. A expectativa é que as tarifas estejam entre os temas discutidos em uma reunião prevista para março de 2026 entre o presidente (PT) e Trump.
O ministro também comentou sobre as investigações em andamento sobre o Pix, iniciadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) pretende prosseguir com as investigações, que podem justificar a adoção de novas tarifas.
Alckmin acredita que a situação será esclarecida, como já ocorreu em outros casos envolvendo o Brasil.
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