Alckmin defende ajuste fiscal e espera queda na Selic. O vice-presidente Geraldo Alckmin expressa otimismo em relação à Selic e defende maior controle das despesas do governo
O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), expressou confiança em uma futura redução da taxa básica de juros, a Selic, destacando o impacto negativo da alta taxa na indústria. Ele realizou a declaração em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa ReConversa, transmitido pelo YouTube.
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Alckmin afirmou que acredita que a queda na Selic poderá ocorrer em breve, referindo-se à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para esta quarta-feira (10). Ele ressaltou que a indústria é particularmente sensível às taxas de juros elevadas.
O vice-presidente mencionou a recente queda do dólar e o bom desempenho da economia em 2024, com a redução dos preços dos alimentos, como fatores que contribuem para a expectativa de uma desceleração na taxa Selic. Ele argumentou que “os juros caindo, a economia floresce mais rápido”.
Alckmin também comentou sobre os indicadores econômicos do país, apontando para um cenário de 5,4% de desemprego, o menor da série histórica, e 4,4% de inflação, em declínio. Ele observou que o país se encontra em um momento particular, onde a inflação baixa acompanha-se de alto desemprego, e o inverso também ocorre.
O vice-presidente enfatizou a necessidade de um esforço fiscal maior por parte do governo, com foco no controle das despesas. Ele afirmou que “nós não devemos ficar em berço esplêndido” e que é crucial buscar um superávit fiscal para estabilizar a dívida pública, que, segundo ele, foi agravada pelo governo anterior.
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Alckmin criticou os déficits fiscais do governo anterior, liderado por Paulo Guedes, e mencionou um déficit de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) alcançado durante o período. Ele ressaltou a importância de iniciar o processo de superávit fiscal para controlar o crescimento da dívida pública e, posteriormente, promover sua redução.
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