Al-Hol: Fuga em Massa e Crise Humanitária com Detidos do EI em Síria

Fuga em Al-Hol: Caos e Detidos no Campo Sírio! 🚨 Famílias ligadas ao EI fogem em massa, gerando crise e tensões internacionais. Detidos do EI em transferência para o Iraque sob coordenação dos EUA. Acompanhe o desenrolar!

25/02/2026 18:25

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(Imagem de reprodução da internet).

Fuga em Massa e Incódigos no Campo de Al-Hol, Síria

Uma complexa situação se desenvolveu no campo de Al-Hol, na Síria, após a retirada das forças curdas. Relatos indicam uma “fuga em massa” de famílias ligadas ao Estado Islâmico (EI) e um número significativo de pessoas ainda à solta na região.

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A retirada das forças curdas, que ocorreu após a retirada das forças curdas, foi acompanhada de preocupações sobre a coordenação com o governo sírio e a coalizão liderada pelos Estados Unidos. O Ministério do Interior da Síria, através do porta-voz Nureddin Baba, apontou que as Forças Democráticas Sírias (SDF) se retiraram sem a devida coordenação, gerando tensões diplomáticas.

A situação é agravada por um número considerável de detidos do EI que antes estavam sob custódia das SDF. O governo sírio, liderado por Bashar al-Assad, identificou mais de 100 brechas no muro perimetral do campo, facilitando a fuga de pessoas e o contrabando.

Essa escalada tem gerado um silêncio internacional suspeito, conforme apontado por diversas fontes.

Preocupações com Detidos e Transferências Internacionais

O campo de Al-Hol ainda abriga detentos do EI, e a transferência desses indivíduos para o Iraque, sob a coordenação do CENTCOM (Comando Central dos EUA), visa garantir sua custódia segura e evitar um possível ressurgimento do ISIS. Essa operação, que envolveu a transferência de mais de 5.700 detentos, demonstra a complexidade da situação e a necessidade de medidas de segurança.

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A situação é ainda mais delicada devido à presença de cidadãos de terceiros países que fugiram para se juntar ao EI, gerando preocupações sobre sua segurança e o risco de que o grupo extremista possa explorar o caos. A pressão internacional para que os países repatriem seus cidadãos, especialmente mulheres e crianças, tem aumentado, mas a relutância de alguns governos devido a preocupações com a segurança nacional e a oposição interna dificulta a resolução do problema.

Contexto e Desafios da Repatriação

O Estado Islâmico surgiu a partir dos remanescentes da Al-Qaeda no Iraque, e em 2017, as SDF, em conjunto com a coalizão liderada pelos EUA, declararam a “libertação total” de Raqqa, que se tornou a capital do grupo. Apesar da derrota do EI em 2019, alguns de seus integrantes ainda estão na Síria e no Iraque.

A complexidade da situação é amplificada pela relutância de alguns governos em repatriar seus cidadãos, como a Austrália, onde o primeiro-ministro Anthony Albanese declarou que o país não irá repatriar cidadãos com ligações com integrantes do Estado Islâmico.

A situação de Shamima Begum, uma estudante londrina que fugiu para se juntar ao EI em 2015, também é um ponto central, com a dificuldade de sua repatriação devido à revogação de sua cidadania britânica. A complexidade da situação exige uma abordagem coordenada internacionalmente para garantir a segurança e o retorno seguro de todos os envolvidos.

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