Bancos anunciam ajustes em taxas de juros e cheque especial em 2026. Procon-SP aponta queda em empréstimos e novas regras visam proteger o consumidor
Em 2026, o consumidor e o investidor brasileiros enfrentarão um cenário em transformação no mercado de crédito. Os principais bancos anunciaram ajustes nas taxas de juros tanto em operações de crédito quanto no cheque especial, impulsionados não apenas pelas condições de mercado, mas também por mudanças regulatórias que podem impactar diretamente o bolso do consumidor.
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Apesar dos juros ainda elevados no Brasil, observam-se sinais de iniciativas institucionais e competitivas para tornar algumas linhas de crédito mais acessíveis. Pesquisas recentes apontam que o Procon-SP identificou uma leve queda nas taxas de juros do empréstimo pessoal em janeiro, indicando um movimento inicial de acomodação após anos de taxas elevadas.
As taxas médias de juros de crédito livre às famílias mantiveram-se altas, mas alguns segmentos apresentam sinais de ajuste, especialmente em ofertas competitivas entre os bancos. Em linhas como crédito pessoal ou financiamento de bens, as taxas podem não cair drasticamente em 2026, mas há indicações de que algumas ofertas se tornarão mais atrativas.
O cheque especial, historicamente uma modalidade de crédito controversa, passou por mudanças significativas que começam a produzir efeitos em 2026. Novas regras de oferta e informação exigem que os bancos ofereçam alternativas mais baratas para o pagamento do saldo devedor e detalhem melhor as condições desse crédito para os clientes.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central já estabeleceram regras que limitaram o teto de juros para o cheque especial a 8% ao mês, além de permitir cobranças de tarifas específicas para limites de crédito acima de determinados patamares.
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Essa medida visa tornar o produto menos agressivo para o consumidor, especialmente para quem precisa de crédito emergencial.
Com os ajustes regulatórios e a crescente pressão por transparência, espera-se que bancos competitivos ofereçam juros mais atrativos em linhas de crédito pessoal, parcelamentos e até mesmo no próprio cheque especial (com alternativas mais baratas).
No entanto, é crucial que o consumidor mantenha a cautela, pois os juros ainda são historicamente elevados, especialmente quando comparados à taxa básica de juros (Selic). As entidades reguladoras continuarão acompanhando e ajustando as regras para proteger os clientes e promover um mercado de crédito mais competitivo e transparente.
Para quem busca crédito, seja para consumo, investimento pessoal ou uso eventual do cheque especial, é fundamental: Comparar ofertas antes de contratar (crédito pessoal, parcelamentos, antecipações etc.); Entender o custo total (CET) da operação, não apenas a taxa de juros mensal ou anual; Considerar alternativas mais baratas ao cheque especial, como crédito parcelado ou consignado, quando possível.
O planejamento financeiro e a análise cuidadosa são, portanto, as chaves para uma tomada de decisão consciente e segura no mercado de crédito.
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