Água-viva surpreende cientistas: sono revela segredos da evolução! Um estudo inovador na Nature Communications mostra que o sono pode ter origens ancestrais. Descubra como a Cassiopea andromeda regula o DNA e desafia o que sabemos sobre a vida!
Uma pesquisa inovadora, publicada na renomada revista Nature Communications, lança luz sobre um aspecto surpreendente da evolução: o sono pode ter raízes muito mais profundas do que se imaginava. O estudo, que investigou a água-viva Cassiopea andromeda, um animal que não possui cérebro, desafia a noção tradicional de que o sono é um produto da complexidade do sistema nervoso central.
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A equipe de cientistas descobriu que a água-viva dorme aproximadamente oito horas por dia, e que esse comportamento está diretamente ligado à reparação de danos no DNA. A espécie, conhecida como “água-viva invertida” devido à sua estrutura peculiar, apresenta ciclos claros de atividade e repouso, com características semelhantes ao sono observado em animais mais complexos.
Durante os períodos de atividade, o acúmulo de danos no DNA das células nervosas, resultado do metabolismo e da exposição à radiação solar, é significativamente reduzido durante o sono.
A pesquisa revelou que o sono da água-viva é regulado principalmente pelo ciclo de luz e escuridão, e não por um relógio biológico interno complexo, como ocorre em mamíferos. No entanto, o animal apresenta um mecanismo chamado “rebote do sono”: após períodos de privação, dorme mais para compensar.
Os resultados sugerem que a função primordial do sono é permitir a manutenção celular e o reparo do material genético.
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Os autores do estudo acreditam que esses resultados indicam que o sono surgiu como uma necessidade biológica básica, antes mesmo da evolução de cérebros complexos ou comportamentos avançados. Essa descoberta pode ter implicações importantes para a compreensão da origem da vida e da evolução dos organismos.
A pesquisa também destacou outras características fascinantes da natureza, como a capacidade de algumas aves de imitar a Lua, o comportamento de parasita de fungos que controlam aranhas na Amazônia, e a inteligência de uma vaca que usa ferramentas para se coçar.
Essas descobertas reforçam a ideia de que a natureza é um laboratório de maravilhas e mistérios.
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