Brasil dispara nas exportações de produtos agrícolas em 2025! US$ 348,6 bilhões movimentados, impulsionados pelo agronegócio. Saiba mais!
Em 2025, o Brasil registrou um total de US$ 348,6 bilhões em exportações, conforme dados divulgados pelo Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O agronegócio foi o principal motor dessa atividade, representando US$ 169,2 bilhões, quase metade do volume total embarcado para o exterior.
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Os dados, fornecidos pelo Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), revelam a importância crucial do setor para a economia brasileira.
A relação entre a taxa de câmbio e o agronegócio é complexa e multifacetada. Como grande parte dos produtos agrícolas brasileiros, como soja, milho, café, açúcar e suco de laranja, são comercializados em bolsas internacionais, como Nova York e Chicago, com contratos em dólar, a moeda americana é o principal referencial de precificação no comércio global. Essa dependência torna o setor particularmente sensível às flutuações do dólar em relação ao real.
Uma alta do dólar, por exemplo, eleva os custos de produção, pois muitos insumos, como fertilizantes, defensivos e sementes, são importados ou têm seus preços atrelados à moeda americana. Ao mesmo tempo, aumenta a receita das exportações convertida em reais.
No entanto, a tendência geral é que o aumento da renda supere a elevação dos custos. O Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea) destaca que essa dinâmica auxilia o desempenho do setor ao longo dos ciclos econômicos, guiando a tomada de decisões de investimentos.
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Quando o real se desvaloriza frente ao dólar, os produtos brasileiros se tornam mais baratos para compradores estrangeiros, o que pode impulsionar as exportações e ampliar a receita em moeda local. Por outro lado, um real mais forte reduz essa vantagem competitiva.
A Associação de Comércio Exterior do Brasil aponta que setores com maior parte da receita atrelada ao dólar, como o agronegócio e a indústria extrativa, têm potencial para se beneficiar com a valorização da moeda americana.
A volatilidade cambial é um dos principais desafios para o planejamento financeiro no agronegócio. Oscilações bruscas do dólar dificultam a projeção de custos, receitas e margens, especialmente em atividades com ciclos longos de produção. Por isso, produtores e empresas tendem a buscar previsibilidade.
Instrumentos de proteção, como contratos futuros e operações de hedge, são utilizados para reduzir a exposição às variações cambiais e trazer maior estabilidade ao fluxo de caixa. Além disso, a desvalorização do real pressiona os custos de produção, elevando o custo de produção e comprimindo margens, além de afetar decisões de investimento e modernização no campo.
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