Agricultores franceses montam barreira no porto de Le Havre contra acordo UE-Mercosul. Manifestantes controlam produtos alimentícios e buscam garantir qualidade
Centenas de agricultores franceses passaram a noite do sábado e montaram uma barreira no porto de Le Havre, no noroeste da França. A ação, iniciada no domingo, visa controlar a entrada de caminhões em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado na sexta-feira.
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Os manifestantes buscam impedir a passagem de alimentos que não atendam às normas sanitárias e ambientais exigidas para os produtores franceses e europeus. A iniciativa visa garantir a qualidade dos produtos que entram e saem do porto, conforme informações da imprensa local.
O secretário-geral dos Jovens Agricultores de Seine-Maritime, Justin Lemaître, explicou que a ação visa preparar a operação para o domingo, quando se espera a chegada de cerca de 5 mil caminhões ao local. As forças de segurança acompanham a situação à distância.
A mobilização em Le Havre ocorre em paralelo com protestos em outros pontos da França. Na Saboia, agricultores bloqueiam um depósito de petróleo desde quinta-feira. Barreiras também foram montadas em rodovias em Bayonne e Carbonne.
A situação na França se insere em uma série de protestos na Europa. Houve manifestações na Polônia e Itália, seguidas por ações na Irlanda e Espanha.
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A Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola (FNSEA) anunciou uma “maratona de mobilizações” para obter resultados concretos. A organização reconheceu avanços em negociações sobre apoio a setores em crise, mas criticou a falta de medidas estruturantes.
A estratégia da FNSEA inclui controles de produtos importados em portos e rodovias. Se a União Europeia não controlar as importações, os agricultores farão isso. A segunda etapa envolve mobilização em Estrasburgo, com um protesto em 20 de janeiro em frente ao Parlamento Europeu.
A terceira frente de ação é a apresentação de uma proposta de lei sobre soberania alimentar.
A ratificação do acordo comercial ainda depende de uma votação no Parlamento Europeu. A assinatura está prevista para o próximo sábado, no Paraguai.
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