Agente do ICE envolvido em tiroteios fatais! Investigação complexa expõe falhas no treinamento e levanta questões sobre o uso da força. Robert Carlos Muñoz-Guatemala e Good foram mortos
No verão passado do hemisfério Norte, um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) se viu envolvido em uma situação extremamente perigosa, que culminou em dois tiroteios fatais. O incidente, que envolveu ferimentos graves em seu próprio braço e mão, gerou intensos debates sobre o uso da força por agentes do ICE e as políticas da agência.
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O caso, que envolveu a morte de Roberto Carlos Muñoz-Guatemala e, posteriormente, a morte de uma mulher identificada como Good, expôs uma série de questões complexas sobre o treinamento, as táticas e os procedimentos utilizados por agentes do ICE.
O primeiro incidente ocorreu quando um agente, identificado como Jonathan Ross, foi arrastado por um carro em alta velocidade por cerca de 100 metros. Segundo documentos judiciais, Ross disparou seu taser contra o suspeito, Roberto Carlos Muñoz-Guatemala, durante o episódio.
O agente sofreu cortes significativos no braço e na mão, exigindo 20 e 13 pontos de sutura, respectivamente. A situação gerou questionamentos sobre a necessidade de Ross ter utilizado a força letal, considerando que o suspeito havia levantado as mãos e parado o carro após ser atingido com o taser.
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Seis meses depois, Ross se envolveu em um segundo incidente fatal em Minneapolis. Enquanto agentes do ICE tentavam prender Good, que bloqueava uma via, ela engatou a marcha à ré e acelerou, com as rodas aparentemente viradas para a direita. Ross, disparando seu taser, foi acusado de violar protocolos de abordagem, conforme apontado por especialistas em segurança pública.
Após o incidente, Ross e outros agentes deixaram o local, gerando ainda mais controvérsia sobre suas ações.
A investigação sobre o caso de Ross revelou uma série de falhas no treinamento e nos procedimentos do ICE. Especialistas em segurança pública criticaram a abordagem do agente, argumentando que ele violou regras fundamentais de interação com suspeitos em veículos.
A falta de câmeras corporais no escritório regional do ICE nas Cidades Gêmeas também contribuiu para a falta de evidências sobre o que realmente aconteceu. A situação expôs a necessidade de reformas no treinamento dos agentes do ICE, com foco em técnicas de controle de multidões e na avaliação de riscos em situações de abordagem a suspeitos em veículos.
O caso de Ross gerou reações diversas, desde apoio à conduta do agente como forma de autodefesa até críticas sobre o uso excessivo da força por agentes do ICE. A controvérsia também levantou questões sobre a responsabilidade da agência em garantir que seus agentes recebam o treinamento adequado e que sigam os protocolos estabelecidos.
A morte de Good e a subsequente investigação sobre as ações de Ross destacaram a importância de uma abordagem mais cautelosa e transparente por parte do ICE, visando proteger tanto os agentes quanto os cidadãos.
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