Agayu explode após BBB 26: Iemanjá impulsiona vendas em 3x e gera alerta!

Agayu explode após exposição nacional! Saiba como o BBB 26 impulsionou vendas e o poder das estampas de matriz africana. Clique e confira!

22/04/2026 18:20

4 min

Agayu explode após BBB 26: Iemanjá impulsiona vendas em 3x e gera alerta!
(Imagem de reprodução da internet).

O Crescimento Exponencial da Agayu Após Exposição Nacional

A empresa de vestuário Agayu, que celebra a cultura brasileira e as religiões de matriz africana, vivenciou um aumento expressivo em suas vendas. Esse crescimento notável ocorreu pouco mais de seis meses após o início das operações, impulsionado pela participação de uma celebridade em um programa de televisão.

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O fundador Paulo Lucas relatou que o ponto de virada foi quando a participante vestiu um moletom da marca. “A primeira peça que ela usou foi um moletom com os oxês do Rei Xangô. Para nós, foi como se a marca tivesse sua primeira grande exposição a nível Brasil a partir desses elementos, o que tem uma representatividade enorme”, afirmou Lucas.

O Impacto do BBB 26 e o Reconhecimento das Estampas

O primeiro contato da marca com o grande público aconteceu em dezembro de 2025. Lucas recorda que foi sua namorada quem identificou o pedido vindo de uma ex-BBB, resultando no pedido de cerca de nove peças. Dessas, três foram usadas durante o reality show: o moletom de Xangô, a camiseta “Cria de Iemanjá” e a camiseta Odoyá.

Embora o moletom já tenha gerado um aumento inicial, foi a camiseta de Iemanjá que impulsionou o faturamento da marca em três a quatro vezes. “O moletom tem elementos de Xangô que nem todo mundo reconhece. Mas quando ela usa ‘Cria de Iemanjá’, com a sereia negra, dá um boom.

Iemanjá já tem uma aceitação maior — e a marca começa a triplicar as vendas”, explicou Lucas.

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Desafios e Estruturação do Negócio

O sucesso repentino trouxe desafios inesperados, como a crescente falsificação das camisetas, o que forçou a empresa a montar um setor jurídico robusto. “Não é só uma estampa: existe fundamento e vivência por trás. Quem copia muitas vezes não conhece a religião nem o significado do que está reproduzindo”, alertou Lucas.

Em outras áreas, como marketing, design e comercial, a equipe também foi ampliada. “Fizemos contratações para conseguir manter o nível de qualidade das peças”, detalhou o fundador. Inicialmente, ele trabalhava com um designer, mas hoje conta com três designers e uma equipe de marketing, gerenciando um crescimento rápido com cautela.

A Base Cultural e o Modelo de Produção

A concepção da Agayu remonta a há seis anos, nascida em um terreiro de Candomblé em Salvador, a partir de um sonho no roncó, um espaço de aprendizado e transformação religiosa. Os anos seguintes foram dedicados a estudos e vivências para garantir que as peças capturassem a verdadeira essência cultural.

O lançamento oficial ocorreu em junho de 2025. Adotando um modelo sob demanda, a marca conseguiu variedade de coleções e um crescimento gradual, apoiada no interesse público por pautas antirracistas e pela valorização da cultura afro-brasileira.

Visão de Futuro e Expansão

Com o crescimento acelerado, a empresa foca em estruturar e fortalecer suas operações. O objetivo é consolidar o *branding*, reforçando que a marca transcende a estética, estando ancorada em vivência e responsabilidade cultural. Além do e-commerce, já atende o atacado.

Para o próximo ano, a expectativa é levar a marca a pontos físicos em grandes centros como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Há também planos de internacionalizar as vendas, impulsionados pela demanda constante de consumidores em Portugal.

O Sucesso Impulsionado pelo Alinhamento de Valores

O empreendedor atribui o sucesso não apenas à visibilidade do programa, mas ao alinhamento entre Ana Paula e os valores da Agayu. “Ela entende muito bem e fala sobre racismo, intolerância religiosa, sobre cotas — ela usa o lugar de privilégio dela para dar luz a essas pautas”, observou Lucas.

Ele acredita que o impacto teria sido diferente se fosse outra pessoa no mesmo contexto. A forma como Ana Paula se posicionou, inclusive em debates sensíveis, reforçou a mensagem por trás das peças, gerando um interesse orgânico. “A Ana foi uma cliente que, de forma totalmente orgânica, virou talvez a nossa maior vitrine naquele momento”, concluiu.

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