Adidas testa Trionda com espuma em Copa do Mundo de 2026

A Nova Bola da Copa do Mundo: Uma Análise Científica
A cada quatro anos, o mundo do futebol apresenta novas certezas. A Copa do Mundo, o maior torneio esportivo global, impulsiona avanços tecnológicos e científicos, especialmente no que tange à bola. Desde 1970, a Adidas, fornecedora oficial das bolas do torneio, inova a cada edição, buscando otimizar o desempenho dos jogadores.
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A cada nova bola, surgem cálculos aerodinâmicos complexos, avaliados por equipes de pesquisa em universidades como a Universidade de Lynchburg, nos Estados Unidos, em colaboração com engenheiros no Japão e na Inglaterra.
O Processo de Testes e Avaliação
O trabalho começa com testes rigorosos em túneis de vento, onde as bolas são submetidas a forças de arrasto, laterais e sustentação. “Nos testes foram usadas medições que mostram como a bola se comportará em uma situação de jogo real”, explica o professor de física da Universidade de Lynchburg, em conjunto com engenheiros no Japão e na Inglaterra.
Em 2025, a nova bola, com design inovador, chamou a atenção pela cor e pelos gomos, que representavam os países anfitriões: Canadá, Estados Unidos e México. A introdução de uma bola com quatro gomos foi um marco histórico na Copa do Mundo masculina, mas levantou questionamentos sobre a possível “armadilha” ocorrida com a bola Jabulani, usada na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, que apresentava quedas e desvios repentinos.
A Evolução das Bolas de Futebol e a Trionda
Ao longo das décadas, as bolas da Copa do Mundo evoluíram significativamente. Na primeira final do torneio, em 1930, utilizavam-se duas bolas de couro diferentes: a Tiento da Argentina e a T-Model do Uruguai, ambas costuradas à mão e infladas por uma abertura na bexiga.
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Em condições úmidas, o couro absorvia água, tornando a bola mais pesada e menos previsível. Em 2022, a bola oficial da Adidas já apresentava um design à base de espuma.
A Trionda, a bola utilizada na Copa do Mundo de 2026, representa um avanço significativo. Com apenas quatro gomos termoligados, a superfície aerodinâmica busca minimizar o arrasto. “Menos gomos podem sugerir menor comprimento total de costura e, portanto, uma bola mais lisa”, afirma a pesquisa. A Trionda também incorpora tecnologia de “bola conectada”, que permite que computadores registrem quando a bola é chutada, auxiliando os árbitros nas decisões de impedimento.
Resultados dos Testes e Implicações
Testes realizados em 2026 revelaram que a Trionda é efetivamente mais rugosa do que suas antecessoras. O coeficiente de arrasto, uma medida de resistência do ar, indica que a Trionda atinge seu ponto crítico de arrasto a uma velocidade menor (43 km/h), abaixo da faixa de 50-65 km/h da Al Rihla, Telstar 18 e Brazuca, e muito abaixo da faixa de 97 km/h da Jabulani.
No entanto, a Trionda apresenta um coeficiente de arrasto maior em altas velocidades, o que pode resultar em um alcance ligeiramente menor em passes longos. “Quando a crise de arrasto ocorre em velocidades relevantes para o jogo, pequenas mudanças na velocidade de lançamento, orientação ou efeito podem fazer com que a bola passe de um regime aerodinâmico para outro”, explica a pesquisa.
Apesar das nuances, a Trionda não parece ser uma bola que cause voos confusos e erráticos. Os resultados dos testes, combinados com simulações, indicam que a nova bola não compromete o desempenho dos jogadores, mas a pesquisa continua, buscando entender o impacto da Trionda no comportamento da bola em diferentes situações de jogo.
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